Assinado convênio para financiar parque industrial

Fonte: Folha de Londrina

A Prefeitura de Londrina e a Sedu (Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano) assinaram convênio, nesta quinta-feira (5), que vai permitir ao Município tomar emprestados R$ 25 milhões do governo do Estado para construir a Cidade Industrial, na zona norte da cidade, próximo a Cambé. O secretário do Desenvolvimento Urbano, Sílvio Barros, que participou da solenidade de assinatura, realizada no Senai, anunciou também a liberação de R$ 3,2 milhões a fundo perdido para a conclusão do Tecnocentro (leia mais nesta página). 

A ideia é que o parque industrial seja um condomínio fechado para empresas de baixo impacto. Ele deverá contar com infraestrutura de asfalto, instalações elétricas, de saneamento e espaços de uso comum como salas de treinamento, refeitório, estacionamentos, área de repouso para trabalhadores e serviços bancários. 

De acordo com a prefeitura, o Paranacidade, órgão ligado ao governo estadual, ficará responsável pela abertura de licitação e contratação dos serviços. A expectativa é que as obras se iniciem em 2019. 

A instalação do parque industrial, às margens da Avenida Saul Elkind, próximo à divisa com Cambé, é uma ideia antiga. Desde a administração do ex-prefeito Nedson Micheletti (2001-2008) já se fala na transferência de um terreno, que pertencia à Cohab, para a prefeitura construir o parque. A compra da área pelo Município só ocorreu em 2015, na gestão do ex-prefeito Alexandre Kireeff, quando o projeto começou a ganhar corpo. A intenção de Kireeff era entregar o Cilon até o fim de seu mandato, em dezembro de 2016. 

Em setembro de 2014, o ex-prefeito chegou a assinar um convênio para financiamento da Cidade Industrial com o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul). Apesar do histórico do projeto, os empresários que estavam presentes no auditório do Senai para a solenidade desta quinta-feira acreditam que desta vez será diferente. "Até agora tínhamos uma intenção de fazer, mas não tínhamos os projetos que a prefeitura está entregando ao governo para liberar os recursos", afirmou Gerson Guariente, que representou o Sinduscon (Sindicato da Construção Civil) no evento. 

"Este dinheiro é um financiamento, já estava acertado, mas o projeto sofreu algumas reformulações. Havia pendências burocráticas e ambientais para a aprovação do loteamento que foram vencidas", disse Cláudio Tedeschi, presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina). O empresário Ary Sudan também se mostrou otimista. "Depois de tanta discussão, eu acho que agora é para valer. Depois desse parque temos que viabilizar outros para indústrias médias e grandes, que são as que atraem empresas ao seu redor", afirmou. 

O presidente do Sinfor (Sindicato da Indústria de Tecnologia da Informação do Paraná), Marcus von Borstel, disse que a sociedade está mais motivada com o projeto. "Temos hoje um trabalho mais ativo das entidades, um desejo de todos de trabalharem pelo mesmo intuito." Clóvis Coelho, da Fiep (Federação da Indústrias do Estado do Paraná), declarou que "agora é a hora" da proposta sair do papel. "Londrina tem essa necessidade urgente. E a vontade política do prefeito (Marcelo Belinati) e da governadora (Cida Borghetti – PP) é grande", afirmou. 
Segundo o presidente da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), Bruno Ubiratan, a Prefeitura ainda não enviou os projetos para o governo, mas vai enviá-los em breve. 

O Parque Industrial terá aproximadamente 170 lotes internos e outros 40 lotes externos, disponíveis em um mesmo local, com áreas médias de 2 mil a 6 mil metros quadrados cada. Segundo a prefeitura, uma comissão será montada para avaliar como os lotes serão disponibilizados para as empresas, mas a intenção do Município é que eles sejam comercializados. 

LICITAÇÃO 
O prefeito Marcelo Belinati (PP) disse que esta quinta-feira (5) foi "histórica" para Londrina, devido aos anúncios do governo do Estado. De acordo com ele, tanto a Cidade Industrial como o Tecnocentro são fundamentais para o desenvolvimento econômico do município. "Há muitos anos, Londrina não recebe grandes empresas, às vezes, por falta de infraestrutura", reconheceu. 

Ele disse acreditar que a prefeitura conseguirá licitar a obra durante o processo eleitoral. Mas o dinheiro do Estado não pode ser liberado antes das eleições. "O convênio segue trâmites burocráticos. A partir de agora, passaremos a tratar do processo licitatório que é feito num prazo entre 60 e 120 dias, que deve coincidir com as eleições", afirmou. 

A intenção é receber o dinheiro ainda durante o mandato da governadora Cida Borghetti (PP) que termina em dezembro.O secretário de Desenvolvimento Urbano, Sílvio Barros, afirmou que o compromisso do governo é apoiar todos os projetos relevantes para Londrina e o Paraná. E que está dando "velocidade incomum" a análise, aprovação e liberação de recursos. Por isso, acredita que o financiamento do parque industrial sairá ainda neste ano.