ACIL orienta comércio a continuar atendendo até quando for possível

Fonte: Paiquerê AM

A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) orienta o comércio de Londrina a continuar trabalhando normalmente nos próximos dias. Diante dos impactos gerados pela greve dos caminhoneiros e o pouco movimento, os comércios de rua de Ibiporã e Rolândia foram fechados. Já as lojas londrinenses continuaram funcionado normalmente. Algumas pessoas que são favoráveis a greve apoiam o fechamento.

Uma nota assinada pelo presidente da Acil, Claudio Tedeschi, afirma que as reivindicações dos caminhoneiros são justas e que é preciso continuar buscando o equilíbrio nas contas públicas e na Petrobras. “A Acil preza pelo desenvolvimento socioeconômico e bem-estar comum, por isso, acredita que fechar as portas das empresas neste momento fragiliza ainda mais o setor produtivo. Sendo assim, orientamos os associados a continuarem atendendo os clientes até quando for possível”, orienta.

Confira a nota completa:
A Acil acredita no livre mercado; na democracia representativa; na liberdade de expressão; na geração de empregos como o programa social mais eficaz contra a pobreza; num modelo de Estado enxuto, austero e arbitral; no diálogo como prevenção à violência; e na legalidade. A partir destes pressupostos, esclarecemos aos associados e à sociedade nosso posicionamento em relação à greve dos caminhoneiros, iniciada na semana passada.

A saber:
– As reivindicações da categoria são justas.
– O bloqueio das estradas é uma forma legítima de pressão e de conscientização da sociedade contra a cobrança abusiva de impostos e contra a flutuação dos preços de combustíveis (fator que dificulta a capacidade de planejamento das empresas transportadoras), desde que não impeça a circulação de insumos essenciais para o setor produtivo, para o conforto mínimo das famílias e para o bem-estar dos vulneráveis.
– O prolongamento da greve após a assinatura do acordo entre o governo e os líderes do bloqueio é inaceitável e em nada contribui para o entendimento nacional.
– O aproveitamento político da paralisação é maléfico tanto para o ambiente econômico quanto para o processo pré-eleitoral que vivemos.
– A gravidade da crise não deve servir de pretexto para soluções autoritárias.
– É preciso continuar buscando o equilíbrio nas contas públicas e na Petrobras.
– O debate público sobre a oneração excessiva na atividade de transporte de carga deve ser mantido, bem como sobre outros setores especialmente sacrificados pela política tributária
– O consumidor deve fazer sua parte para a volta da normalidade, evitando o pagamento de ágio no ‘mercado negro’.
– A Acil preza pelo desenvolvimento socioeconômico e bem-estar comum, por isso, acredita que fechar as portas das empresas neste momento fragiliza ainda mais o setor produtivo. Sendo assim, orientamos os associados a continuarem atendendo os clientes até quando for possível.
– O poder constituído deve usar sua autoridade para fazer valer os termos do acordo assinado entre as partes, utilizando de seriedade, agilidade, estratégia e inteligência, sem violência contra os manifestantes, para o estrito cumprimento da lei.