Alta do dólar afeta economia londrinense de forma generalizada, afirma consultor da ACIL

Fonte: Rádio CBN

Na quarta-feira, a tendência de alta do dólar, que vinha se observando já há alguns meses, virou e a moeda americana fechou o dia a R$ 4,15, queda de 0,35%. No início do dia, o dólar passou dos R$ 4,19. De acordo com os especialistas, a virada acompanha uma melhora do cenário externo e a divulgação dos dados do Caged, que apontou para uma expansão do emprego formal no país em agosto.

A alta da moeda americana, apesar do pequeno recuo da semana, vem causando prejuízos a diversos setores, principalmente aqueles que dependem da importação, seja de produtos finalizados ou de insumos. Em grande parte pela dificuldade em repassar os custos para o consumidor, o que por sua vez acaba segurando a inflação, é o que afirma o economista e consultor econômico da Acil, Marcos Rambalducci.

A perda, segundo Rambalducci, é geral, mas a agropecuária e a indústria metalmecânica, dois setores fortes da região devem perder um pouco mais.

O economista diz ainda que a alta do dólar pode ser boa para os exportadores, mas apenas num primeiro momento.

Rambalducci afirma ainda que a curto prazo a perspectiva de queda do dólar é pequena, já que não existe, pelo menos a princípio, a possibilidade de investimentos externos mais altos na nossa economia e pouca possibilidade de um boom nas vendas para fora do pais, por conta da redução nas importações da China. Mas, ressalta que o cenário de disputa entre americanos e chineses pode ser alterado e mudar a realidade do câmbio. Para o economista, a moeda americana deve fechar o ano entre R$ 4,05 e R$ 4,20.