Conversa com o presidente

194
01 de Novembro de 2018

A ideia de um novo Estado ganha força com o presidente eleito

Como os associados já sabem, a ACIL e as entidades parceiras lançaram em fevereiro de 2017 o Manifesto Empresarial pela Reforma do Estado e pela Aceleração do Desenvolvimento contendo 12 sugestões para vencer a crise.

O governo Michel Temer, com todas as limitações políticas em decorrência de uma invencível impopularidade, chegou a sinalizar que andaria na direção reformista, mas, infelizmente, deve passar a faixa em janeiro com poucos avanços efetivos.

Avaliamos que a escolha popular de Jair Bolsonaro significa um alento ao setor produtivo. Há novamente evidentes indícios de que teremos um líder reformista no Palácio do Planalto, uma nova força política potencializada por mais de 57 milhões de votos, com o respaldo de uma bancada numerosa que surpreendentemente emergiu das urnas para permitir a almejada governabilidade.

Tenhamos esperança, associados! Ao contrário dos antecessores, Bolsonaro deve montar uma equipe ministerial sem o famigerado loteamento de cargos, o que pode facilitar a formação de um time capacitado e coeso. Melhor ainda que já tenha antecipado a redução drástica do número de pastas, um ótimo exemplo de austeridade para a administração pública. Seu mentor no campo econômico,

Paulo Guedes, já declarou que pretende fazer privatizações e quebrar monopólios, outro ponto positivo.

Com um ambiente assim, acreditamos que crescem as chances do novo governo angariar apoios consistentes para as reformas previdenciária e tributária, além da possibilidade de aprofundar as mudanças na legislação trabalhista e de começar a discutir a reforma política. Estes passos abrirão um novo ciclo, estimulando os investimentos estrangeiros, afrouxando a torneira do crédito, desengavetando grandes projetos, gerando empregos formais e impactando o consumo das famílias.

Neste sentido, é animador ainda o realinhamento comercial que se vislumbra, com a reaproximação prometida com as grandes potências compradoras, EUA, China  e União Europeia. É o fim definitivo da era de relações internacionais pautadas meramente pela ideologia, um tempo perdido que nos fez apenas exportar postos de trabalho e perder espaço no comércio exterior. É claro que abrir-se à concorrência global tem lá seus sobressaltos mas, a longo prazo, a economia brasileira ficaria mais sólida, com incremento de produtividade e eficiência. É preciso dar início o mais rápido possível a este processo para alcançarmos a prosperidade que tanto sonhamos para nossos filhos e nossos netos. 

Até a próxima,

Claudio Tedeschi

 


Frase da semana:

“Política é esperar o cavalo passar”,
Getúlio Vargas (1882-1954), ex-presidente da República 

Histórico

Selecione um ano e um mês: