Conversa com o presidente

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25 de Setembro de 2015

APLAUDIR MORO É VAIAR A CORRUPÇÃO

Nesta semana o Supremo Tribunal Federal resolveu “fatiar” inquéritos da Operação Lava Jato, decisão que pode enfraquecer e até mesmo esvaziar o trabalho até agora realizado exemplarmente pelo juiz Sérgio Moro e sua equipe. A atitude desastrosa do STF vai contra os anseios da população brasileira, que majoritariamente apoia a Lava Jato e quer a punição de todos os responsáveis pelo maior esquema de corrupção da história do Brasil. 

Mas o povo brasileiro não vai aceitar a impunidade. Com impunidade não se recupera a economia. Com impunidade não se faz a união nacional. Com impunidade não se governa o País. Com impunidade nunca sairemos da crise. 

Vamos dar uma resposta à altura a essas tentativas de sabotar as instituições que cumprem o seu papel social. A nação quer os corruptos na cadeia e a devolução do dinheiro roubado. Iremos novamente às ruas se isso não acontecer. 

E já estaremos nas ruas agora, colhendo assinaturas para a campanha 10 Medidas Contra Corrupção, do Ministério Público Federal, que prevê penas mais severas e maior agilidade para o julgamento de crimes contra a corrupção. 

Nos últimos tempos, sempre que o juiz Sérgio Moro aparece em público, é aplaudido com entusiasmo pela maioria das pessoas. Considerando que as 10 Medidas Contra a Corrupção foram inspiradas pela Operação Lava Jato, assinar o manifesto da campanha é uma forma de reconhecer e apoiar o belo trabalho que Sérgio Moro e sua equipe vêm realizando. 

Sim: aplaudir Sérgio Moro e assinar a campanha do MPF é vaiar a corrupção. 

Vamos às ruas! 

Até a próxima
Valter Luiz Orsi.
 

PS: A partir de segunda-feira, estaremos no Calçadão de Londrina (em frente à Pedra da Moralidade) coletando assinaturas para as 10 Medidas Contra a Corrupção. 

FRASE DA SEMANA
“O esquema revelado pela Lava Jato é um verdadeiro método de governo: de um lado recursos do Estado fluiriam para as forças políticas, financiando campanhas e, como ninguém é de ferro, o luxo dos atores envolvidos: casas, iates, reforma de apartamento de namoradas, amantes, mães e tudo mais. Foi um método criminoso de governança que visava à perpetuação de um partido no poder.” 
(Gilmar Mendes, ministro do STF) 

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