Conversa com o presidente

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26 de Novembro de 2014

ATÉ QUANDO, BRASIL?

Você e eu, cidadãos brasileiros e mortais comuns, acordamos cedo todos os dias para trabalhar e pagar nossas contas. Nosso desafio cotidiano é equilibrar receitas e despesas. Se não fazemos isso, vamos à falência. Mas com o governo federal não acontece assim. Nos últimos anos, principalmente quando chega o período das eleições, o Estado abre as torneiras, levando o orçamento público a um descontrole total. Isso me faz lembrar uma frase do presidente americano Ronald Reagan: “Quando uma pessoa ou uma empresa gastam mais do que ganham, elas vão à falência. Quando um governo gasta mais do que ganha, ele te manda a conta”. 

Muitos lamentam a goleada de 7 a 1 sofrida pela Seleção Brasileira na Copa. No entanto, a pior goleada não aconteceu nos gramados, mas nos cofres públicos: as despesas do governo cresceram 7%; e as receitas, 1%. Adivinhe quem é que vai pagar essa conta? Pois é, meu amigo. Nós, brasileiros comuns. O governo trata das contas públicas como cuida da Petrobras: mal, incrivelmente mal. 

Agora, aos 45 minutos do segundo tempo, o governo Dilma faz pressão para que o Congresso aprove mudança na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), maquiando as contas públicas e escondendo o déficit da União. Essa manobra é um mau exemplo para o Brasil e uma vergonha para todos nós. Depois da gastança eleitoreira, o governo quer usar as despesas com o PAC para fechar as contas do orçamento federal. É mais ou menos como se alguém viesse lhe cobrar uma dívida e você dissesse que não deve nada – porque gastou com uma reforma de sua casa. 

Depois de uma campanha eleitoral de baixarias e boatos, o governo tenta impor essa mentira orçamentária, que na prática significa um golpe de morte na Lei de Responsabilidade Fiscal, uma das mais importantes conquistas da democracia brasileira. A administração petista já conseguiu a proeza de combinar o baixo crescimento com a volta da inflação; agora está decretando a lei da irresponsabilidade. Até quando o País vai suportar isso? 

Até a próxima,
Valter Luiz Orsi

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