Conversa com o presidente

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07 de Agosto de 2015

NÓS TEMOS ESPERANÇA

“A única coisa que mete medo em político é o povo nas ruas.”
(Ulysses Guimarães) 

O Brasil vive uma crise política e econômica sem precedentes. Mesmo os mais ardorosos defensores do governo têm dificuldade para negar o óbvio: alta da inflação, alta dos juros, carga tributária cada vez mais pesada, endividamento das famílias, desindustrialização, comércio fechando as portas, desemprego, baixos índices educacionais, baixa produtividade, violência, insegurança, corrupção... Como se não bastasse, a presidente parece estar fora da realidade. 

Mas nós temos esperança. 

Temos esperança porque há setores da Justiça que estão cumprindo o seu papel, como é o caso do juiz Sérgio Moro e sua equipe na Operação Lava Jato. Poderosos políticos, empreiteiros, executivos e ex-diretores de estatais estão presos em Curitiba. Parte do dinheiro desviado da Petrobras começou a ser devolvido. Já há condenações judiciais para envolvidos no esquema do petrolão. E ninguém – ninguém mesmo – pode se dizer acima da lei. 

Temos esperança porque o povo brasileiro não se cala diante da corrupção e do desgoverno. No dia 16 de agosto, milhares e milhares de pessoas vão novamente sair às ruas para protestar de forma ordeira e pacífica contra os males que afligem o País. Ninguém aceita mais pagar a conta da incompetência e da má-fé. 

Temos esperança porque sabemos: só o povo nas ruas vai convencer a classe política a promover as mudanças necessárias para o País voltar a crescer. Em Londrina, a manifestação do dia 16 vai partir da rotatória das avenidas Higienópolis e JK, em frente ao Colégio Vicente Rijo. Vamos seguir o belo exemplo dos protestos já realizados – especialmente o histórico 15 de março – e mostrar que todo poder emana do povo e em seu nome será exercido. Vamos levar nossas famílias para as ruas e marchar juntos pelo futuro do Brasil. 

Sim, nós temos esperança! 

Até mais
Valter Luiz Orsi.
 

FRASE DA SEMANA
"A criatividade de uma nação está ligada à capacidade de pensar e teorizar, o que requer uma boa educação e, daí, partir para o inventar e, depois, ir até as últimas consequências no fazer."
(Cláudio de Moura Castro, economista brasileiro) 

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