Conversa com o presidente

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06 de Maio de 2016

O COMEÇO DA LIMPEZA

A suspensão do mandato parlamentar e o afastamento por tempo indeterminado do deputado federal Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, é uma daquelas notícias que provocam alívio.

Por vários motivos. O primeiro deles é que um líder da casa que representa o povo não pode estar envolvido em tantas suspeitas de improbidade e de abuso de poder, relacionadas uma a uma na denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O segundo é que a partir desta decisão unânime da Suprema Corte se vislumbra um horizonte de punições criminal e política para todos os gestores públicos que se desmoralizaram a partir das investigações da Justiça Federal, estopim da crise política que castiga o País. Lista esta em que estão a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. É uma expectativa que fortalece as instituições e que abre caminho para a solução do imbróglio que hoje permeia o cotidiano de Brasília.

O terceiro motivo é que os ministros do Supremo Tribunal Federal deram um recado muito claro para o provável futuro presidente Michel Temer. O Judiciário continuará sendo um braço ativo nas investigações e não será afetado por manobras politiqueiras dos outros poderes. É um aviso também para a opinião pública de que além das cassações e do impeachment, teremos condenações e perdas de direitos políticos dos réus.

Que o atual vice-presidente entenda as mensagens e forme um gabinete apenas com “fichas limpas” e que também traga consigo competência técnica e habilidade política para a transição, virtudes que o grave momento exige. Eduardo Cunha, antes um símbolo de fraqueza dos mecanismos de controle, remete agora aos ventos que renovam nossa esperança. Que assim seja!

Até a próxima,
Valter Luiz Orsi.

FRASE DA SEMANA
“Viver é desenhar sem borracha.”
Millôr Fernandes, humorista brasileiro (1923-2012)

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