Conversa com o presidente

95
18 de Novembro de 2016

O otimismo combina conosco

Não podemos negar as dificuldades destes últimos anos. Elas são visíveis todos os dias. Na política, tentamos nos segurar sobre um touro bravo que insiste em saltitar energicamente. Na economia, indicadores e relatórios ainda são fontes de desconfiança para empresas e trabalhadores. A sensação é de nunca mais sairemos do buraco que a política macroeconômica desastrada nos conduziu.

O Brasil deste 2016 tem um semblante grave, caros associados. Porém, o empresariado não pode se conformar com esta cara feia que o Brasil enxerga quando se olha no espelho.

É preciso compreender que estamos em uma travessia, onde teremos do outro lado o essencial que faz esta terra ser especial, admirada e cheia de fé e esperança.

Portanto, esta travessia não pode nos deixar cabisbaixos. Vivemos uma fase finita, ainda que mais longa do que gostaríamos. Se fizermos a lição de casa – corte de gastos públicos com reformas estruturais, ela acabará antes do que podemos imaginar.

Ao fim dela, ainda teremos uma Nação marcada pela diversidade racial, pela vibração e pela criatividade. Ao fim dela, ainda teremos uma imensidão de beleza e um estoque invejável de riqueza: 12% de toda a água doce do planeta, 70 milhões de hectares de área agricultável ainda inexplorados e centenas de locais atraentes à indústria global do turismo.

O Brasil que sobreviverá à crise será mais sadio. Teremos testado melhor nossas instituições mais importantes, que ficarão mais amadurecidas para os próximos desafios. Teremos um mercado mais habituado a adversidades, mais afeito a inovação, mais preocupado com a produtividade e mais consciente sobre qual o real papel que o governo deve exercer na sociedade.

Os investidores internacionais terão a mesma impressão e não vão pensar duas vezes em trazer os bilhões de dólares que precisaremos para incrementar nossa infraestrutura e reabastecermos nossas fontes de crédito.

Ou seja, nossa redenção é, mais que possível, provável. Quem acreditar nisso ao invés de apenas lamentar nossa atual situação, estará habilitado para protagonizar o novo ciclo de crescimento.

Até a próxima,

Claudio Tedeschi

Frase da semana

“Não devemos imaginar que a razão possa jamais ser popular. Paixões e sentimentos podem se tornar populares, mas a razão sempre continua algo restrito a poucos.”

Johann Wolfgang Von Goethe (1749-1832), escritor alemão

Histórico

Selecione um ano e um mês: