Conversa com o presidente

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09 de Setembro de 2016

Os desempregados têm pressa

Quanto tempo perdemos na luta contra a crise? Quanto tempo Brasília empurrou com a barriga a prescrição dos remédios amargos que, por certo, teremos que tomar?

Não é possível esperar mais nada, caros associados. Os empresários querem que as correções de rumo e de expectativa estejam plenamente estabelecidas o mais rápido possível.

Este novo tempo tão aguardado só será vivido se o governo federal fizer o que se espera dele. E logo.

Para os empresários, os dias difíceis se sucedem de forma implacável e a paralisia da pauta política parece ser agora a maior ameaça.

E o que dizer dos 12 milhões de desempregados? Esta multidão observa hoje o horizonte hoje com preocupação, amanhã talvez observem com desespero. Como cidadãos, o que eles mais esperam é uma ação eficaz das autoridades para reverter o quadro.

Não é razoável, portanto, que a campanha eleitoral em curso seja pretexto para qualquer procrastinação por parte do Congresso Nacional em ao menos duas votações estratégicas e absolutamente urgentes: a proposta de impor um teto de gastos na administração federal e o pacote de ajustes na Previdência, os primeiros passos da reforma do Estado.

Não convém discutir se são pautas impopulares demais para o governo. Simplesmente elas são necessárias para inaugurarmos um novo ciclo de desenvolvimento.

E só se colocarmos os interesses do Brasil à frente de todos os outros é que seremos capazes de chegar em 2017 com as esperanças realmente renovadas. Que o governo e os congressistas entendam esta necessidade.

Frase da semana

“O Brasil não tem problemas, mas apenas soluções adiadas”

Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), historiador e folclorista

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