Conversa com o presidente

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17 de Fevereiro de 2017

Redução da máquina pública, vacina contra mais impostos

A ACIL junto a outras entidades tem lutado para demonstrar o impacto que o aumento de impostos tem na economia, principalmente quando a carga já alcança 37% do PIB nacional.

O aumento relativo da carga tributária, além de outros inúmeros fatores, se dá porque temos um país com uma numerosa massa de aposentados entre 40 e 50 anos, outros tantos com benefícios de valores estratosféricos, porque temos alguns milhões de ações trabalhistas todos os anos e uma justiça das mais caras do mundo.

Temos uma carga tributária alta e em expansão porque temos uma máquina pública absolutamente ineficiente.

E como temos impostos demais, temos o chamado Custo Brasil, obviamente repassado para os preços de produtos e serviços, o que acarreta baixa produtividade, criando um círculo vicioso difícil de ser vencido. Somos exportadores de empregos para as economias mais eficientes.

Chega de demagogia, de hipocrisia. Se quisermos realmente nos desenvolver de maneira sustentável não há outro caminho senão as reformas estruturantes – previdenciária, trabalhista, tributária, além de um estado mais enxuto e eficiente.

É por isso que lamentamos os percentuais mais altos da Margem de Valor Agregado, base de cálculo do ICMS, que começa a vigorar no primeiro dia do próximo mês. Mais um peso para o setor produtivo e para os consumidores.

Por certo, os efeitos numa economia já enfraquecida serão negativos.

E, por favor, entendam: somente quando as ideias de um estado enxuto que defendemos se multiplicarem entre os paranaenses e os brasileiros é que conquistaremos o bem-estar que tanto sonhamos. E todo o esforço – pacífico e ordeiro - é pouco para que os governantes nos ouçam antes de escolherem qual decisão tomar.

Até a próxima,

Claudio Tedeschi

"As promessas de ontem são os impostos de hoje"
William Lyon Mackenzie King, ex-primeiro-ministro do Canadá (1874-1950)

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