Conversa com o presidente

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30 de Setembro de 2016

Reflexões sobre uma chaga nacional

A ACIL está empenhada em aprofundar o debate sobre segurança pública (aliás, quem nos dera, este fosse apenas um problema londrinense). E o associado há de concordar que os fatos justificam – e muito – esta aspiração.

Desde que assumi o cargo de presidente da entidade, tenho recebido queixas recorrentes do empresariado sobre a precariedade do sistema público de segurança. As vítimas estão cobertas de razão quando ressaltam a urgência com a qual o tema deve ser tratado. E assim também entendemos.

Estamos em contato direto com os líderes locais das forças de segurança, ouvindo com atenção todas as considerações que revelam muito sobre as causas e as consequências da falta de efetividade das políticas públicas para o setor.

Tudo o que temos escutado abastece nossas reflexões e é a partir delas que vamos decidir como atuar. Estamos em fase de preparação de um projeto que vai disciplinar o envolvimento da sociedade civil de Londrina no tema.

Desse modo, qualquer debate que enriqueça esta preparação é muito bem-vindo. Saudamos, assim, a iniciativa do Sindicato dos Policiais Federais do Estado do Paraná (Sinpef/PR) em promover o 1º Seminário sobre Segurança Pública, realizado esta semana na OAB Londrina com apoio da ACIL.

Nada mais oportuno que o tema do evento, “Reformas necessárias”, para jogar luz sobre este cenário caótico no qual nos encontramos. A burocracia ineficiente e a desarticulação no trabalho das forças repressoras são apontadas como os principais motivos para a cristalização da cultura da impunidade e para a manutenção dos vexatórios índices de crimes, que nos colocam em desvantagem até mesmo diante dos nossos vizinhos.

A ACIL acredita que o setor produtivo tem condições de contribuir com as propostas de reforma, de apontar caminhos e de executar ações modelares que inspirem o poder público na árdua tarefa de tornar nossa sociedade mais segura e humana.

Até a próxima,

Claudio Tedeschi

Frase de semana: “Não pensar é a única forma de não errar.” - José Ingenieros (1877-1925), escritor argentino

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