Conversa com o presidente

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17 de Maio de 2019

Um centro novo já está nos pensamentos dos londrinenses

A situação da área central de Londrina é uma unanimidade: do jeito que está não pode ficar. Em conversa com amigos, sempre brinco que este é um dos poucos consensos desta cidade.

Contudo, mesmo todos lamentando sempre a situação – comércio ilegal por todo lado, sujeira, buracos, mendicância, escuridão, insegurança – os londrinenses ficaram passivos por muito tempo, com a indignação surgindo em situações pontuais e passageiras.

Mas algo está mudando.

Desde que assumi o cargo venho percebendo uma atitude mais pró-ativa de todos aqueles que querem dar dignidade a esta região que nos provoca nostalgia, que dispara gatilhos afetivos ao percorrê-la. Enfim, tem muita gente querendo mudar a situação.

Dois momentos este mês animaram e deram força ao nosso plano de revitalização. No intervalo de poucos dias, houve uma audiência pública na Câmara sobre o tema e a primeira edição do Feira na Praça, um evento promovido pela ACIL no Calçadão, entre as ruas São Paulo e Professor João Cândido.

Nas duas ocasiões, ficou claro que existe uma mobilização que se fortalece espontaneamente entre os moradores. No nosso evento, foi bonito ver crianças, famílias inteiras, com animais de estimação, caminhando entre as barracas e vivendo o espaço público da melhor maneira. Na verdade, é como se naquelas duas noites os moradores estivessem retomando um território que sempre foi dele. É como se todos tivessem tido um estalo: sim, é possível.

Muita gente ainda duvida de que podemos transformar esta realidade. Nós, não. A fase mais difícil está sendo vencida, que é sensibilizar, aglutinar, engajar. Agora, precisamos de um projeto de alto nível, determinação do poder público e garantia de recursos. Londrina já mostrou em sua história que é capaz de realizar grandes façanhas. Estamos prontos para construir mais uma. 

Bom fim de semana a todos!

 

Até a próxima,

Fernando Moraes 

 

Frase da semana:
“Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem”, Machado de Assis, escritor (1839-1908)

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