20/07/2018 15:29:22 A beleza do associativismo

Fonte: Assessoria ACIL

O Núcleo de Salões de Beleza, um dos que compõe o Empreender - programa da ACIL que reúne empresários de um mesmo setor para buscar soluções comuns, está com o calendário cheio de atividades até o fim de ano.

O cronograma das ações é proposta e aprovada pelos participantes do núcleo.

Até o fim de 2018, o segmento vai discutir desde a pertinência da adoção de um software de gestão nos salões, até a viabilidade dos cartões de fidelidade, passando por instruções de como fazer seguros de vida para o time de colaboradores. Tudo feito por especialistas convidados pelo próprio núcleo, sob a supervisão do programa.

“Haverá muitas outras atividades em 2018. O que queremos é que novos empreendedores sejam beneficiados com esta dinâmica que foi se aperfeiçoando com o tempo”, revela a diretora de Serviços da ACIL, Marcia Manfrin. 

As atividades buscam aplicar práticas associativistas para alcançar às soluções dos problemas que afetam o segmento. Com os antigos concorrentes como parceiros, os empresários estão mais seguros para planejar o negócio e enfrentar a concorrência acirrada, evidente no número de estabelecimentos que podem ser observados percorrendo a cidade.

Esta semana, os integrantes do grupo foram instruídos por especialistas da HR Assessoria Contábil. O encontro foi longo e marcado por questionamentos sobre diversos assuntos: Lei Salão Parceiro, o enquadramento de salões, tributação, aspectos do MEI, a legalidade dos contratos de exclusividade com o profissional parceiro e as regulamentações sobre distância que um ex-profissional parceiro pode abrir outro salão.

“A gente percebe que os integrantes do núcleo entenderam a dinâmica do programa e todas as possibilidades de crescimento que ele oferece. É visível que os conteúdos aplicados nestes encontros estão gerando competividade em cada uma destas empresas”, afirma a analista da Área de Negócios da ACIL, Valéria Sitta.

 gestor Adriano de Souza, do Brincabelaria Salão de Beleza Infantil, acredita que o segmento ainda tem um longo caminho a percorrer quando o assunto é a qualificação dos empreendedores. “O núcleo é uma experiência que dá unidade à categoria e pode influenciar a visão de negócio de todo o segmento com o passar do tempo”, afirma. 

Para Marcio Antunes Ferreira, da Edith Cabelereiros, a troca de experiências no núcleo está sendo muito importante para o segmento entender quais são os problemas principais e quais são as soluções para eles. “Estamos sempre aprendendo”, afirma. Para o empreendedor, os aspectos burocráticos e as relações trabalhistas são os pontos de maior preocupação dos nucleados.

O Programa Empreender conta hoje com 15 núcleos ativos, que reúnem em média 10 empresas. Os laços que começam a se estreitar no Empreender já geraram organizações permanentes em muitos segmentos, como associações, sindicatos patronais e arranjos produtivos locais. Criado em 1999, ele foi retomado em 2005 e hoje é destaque no portfólio de ações da associação.