16/10/2014 00:00:00 'A classe C é o mercado brasileiro'

Fonte: Assessoria ACIL

'A classe C é o mercado brasileiro'

A classe média já é 54 por cento da sociedade brasileira. Nas favelas - comunidades que o velho senso comum associa ao crime, à sujeira, à imoralidade e à falta de dinheiro - esse índice chega a 64% da população. A massa de renda da classe C deve somar R$ 1,21 trilhão de reais, em 2014. Se existisse um país chamado Classe C, essa nação seria a 12ª em população e a 18ª em consumo no mundo.

Diante de números tão expressivos, o empresário não pode abrir mão de se comunicar com o segmento. “A classe C não é um nicho. A classe C é o mercado brasileiro”, assevera o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, que encerrou o ciclo de palestras da III Semana do Empreendedor Digital (Sed), promovida pela ACIL em parceria com o Sebrae.

Renato deu um recado precioso aos empresários que querem conquistar esse mercado. Para o presidente do Data Popular, o principal desafio é romper com uma “dissonância cognitiva entre o mundo corporativo e o consumidor”.

Não funciona mais realizar campanhas de marketing com a crença de que o maior sonho dos novos clientes é se parecer com a tradicional elite. A classe C está disposta a consumir e tem preferências diferentes, determinadas por valores e conceitos estéticos próprios. Só a partir do entendimento do que é bonito, legal e prazeroso para esse público será possível desenhar uma estratégia de marketing eficiente. “Ou a gente tem a humildade de se colocar no lugar das pessoas ou não vamos entender o que está acontecendo no Brasil”, dispara Renato.

Uma comunicação bem sucedida também deve levar em conta que parte da classe C ainda não teve a experiência de consumo dos produtos considerados de luxo. Um exemplo são as passagens aéreas. Nem todas as pessoas sabem o que é um check-in ou estão familiarizadas com os pagamentos por cartão de crédito. Quem apresentar o produto da melhor forma e garantir a segurança da operação ganha o cliente, que preza pela boa aplicação da renda que engordou nos últimos anos.

Na tarde desta quinta-feira (16/10), a Sed realiza uma rodada de negócios com a participação de empresários que atuam na inserção de empresas offline no universo online. Participarão da rodada desenvolvedores de aplicativos e de plataformas de e-commerce, produtores de fotos para comércio online e agências de propaganda especializadas em publicidade digital.