19/02/2016 00:00:00 Sociedade civil discute adesão de Londrina ao Programa Cidades Sustentáveis

Fonte: Assessoria ACIL


A ACIL recebeu, na manhã de hoje (19/02), o coordenador do Programa Cidades Sustentáveis, Luiz Guilherme Gomes, para uma reunião com organizações da sociedade civil a respeito da adesão de Londrina ao projeto. O intuito do encontro, segundo Gomes, foi “mobilizar o grupo para apoiar e encorajar a gestão pública a participar do Cidades Sustentáveis. A data veio a calhar, já que estamos em ano de eleição e os políticos estão mais maleáveis, mas os compromissos estabelecidos devem durar para além de um governo específico”. 


O Programa Cidades Sustentáveis oferece às administrações municipais uma agenda completa para que as cidades desenvolvam-se de acordo com as demandas da sustentabilidade urbana. “A gestão pública é dividida em 12 eixos, que vão de educação a consumo responsável – cada um deles apresenta seus indicadores correspondentes. Oferecemos às prefeituras um software gratuito que realiza um diagnóstico do município com base nestes indicadores, que variam entre 100 e 400, e, terminada a análise, o resultado é divulgado à sociedade e organizações não-governamentais”, explica Gomes.


A partir do resultado da pesquisa, a prefeitura elabora um plano de metas com ações pontuais que envolvam plenamente a população. Por parte da gestão pública, é preciso prestar contas semestralmente. “Londrina pode ser um exemplo para o Brasil – a cidade já tem uma forte mobilização social e a adesão ao Programa Cidades Sustentáveis é uma maneira de ajudar o governo municipal. O prefeito é um funcionário da sociedade e deve satisfações e bons serviços a ela. Diante das mudanças consequentes da forte urbanização pela qual a cidade passou e do mal planejamento que a acompanha, é preciso que a população esteja cada vez mais envolvida nas decisões públicas”, afirma o coordenador do Programa.

 

Uma vez que a sociedade concorde em propor a adesão à prefeitura, uma comissão organizadora é formada para apresentar o Cidades Sustentáveis aos candidatos. O próximo passo, dada a aceitação do governo, é a assinatura, pelo prefeito, da Carta-Compromisso, que prevê a adoção completa da plataforma que acompanha o Programa. “O plano de metas não tem validade. Não é feito para uma gestão única, mas é uma política pública que precisa durar até que os problemas sejam sanados. É um serviço que o prefeito presta à sociedade e vice-versa”, finaliza Gomes.