17/09/2015 00:00:00 ACIL coleta assinaturas para medidas anticorrupção

Fonte: Assessoria ACIL

As entidades empresariais de Londrina formalizaram nesta quarta-feira (16 de setembro) o apoio à campanha nacional pela aprovação das 10 Medidas Contra a Corrupção defendidas pelo Ministério Público Federal. A adesão da ACIL e outras entidades ligadas ao G7 (Grupo de Defesa Econômica de Londrina) foi definida em reunião entre líderes empresariais londrinenses e representantes do MP. O encontro também contou com a participação de representantes do Observatório de Londrina e do Conselho Municipal de Transparência e Controle Social. O Ministério Público esteve representado pelo procurador estadual Cláudio Esteves, o procurador federal Luiz Antônio Cibin e o promotor Renato de Lima Castro.

Cibin, representante do MPF, expôs em linhas gerais as dez medidas de combate à corrupção. Entre as principais mudanças propostas, estão penas mais severas para corruptos e corruptores; devolução do dinheiro desviado; e um sistema de justiça mais ágil e eficiente. O procurador federal ressaltou que a campanha só poderá ser enviada ao Congresso, como projeto de iniciativa popular, caso reúna as assinaturas de 1% do eleitorado brasileiro – em torno de 1,5 milhão de pessoas. Até agora, o MP conseguiu coletar 190 mil assinaturas no País. “Temos um longo caminho pela frente, mas acreditamos que será possível atingir essa meta, assim como ocorreu com o projeto da Lei Ficha Limpa”, comentou.

O procurador do Estado Cláudio Esteves afirmou que o apoio da sociedade civil é fundamental para que as medidas contra a corrupção sejam transformadas em lei. “Londrina tem uma cultura de combate à corrupção. Tenho certeza de que a cidade vai despontar na coleta de assinaturas para esta campanha”, disse Esteves. “O exemplo de Londrina certamente motivará outros municípios a fazer o mesmo.”

O procurador Luiz Antônio Cibbin lembrou que as dez propostas contra a corrupção surgiram por iniciativa do procurador Deltan Dallagnol, que atua na Operação Lava Jato. “É bom lembrar que nem a Lava Jato, nem a Publicano, nem a Zelotes, nem outras operações teriam sido possíveis se não houvesse uma mobilização da sociedade contra a PEC 37, que limitava os poderes investigativos do Ministério Público”.

As propostas do MPF foram inspiradas no exemplo de Hong Kong, que realizou um intenso de trabalho para diminuir os índices de corrupção e hoje está entre os 20 países menos corruptos do mundo, segundo a Transparência Internacional. O Brasil ocupa a vexatória 69ª posição nesse ranking.

As entidades empresariais de Londrina e o Observatório de Gestão Pública se comprometeram a desenvolver ações a coleta de assinaturas e favor das medidas anticorrupção. “O Brasil e o Paraná não podem suportar o peso da corrupção, que empobrece o país e castiga a sociedade, especialmente os mais pobres. Por isso, a ACIL vai se empenhar na coleta de assinaturas e na mobilização da sociedade nesta campanha”, disse o presidente da ACIL, Valter Luiz Orsi. Nos próximos dias, segundo ele, será instalado um posto de coleta de assinaturas no Calçadão – onde há 15 anos surgiam as manifestações do Movimento Pé Vermelho Mãos Limpas.

E a reunião de ontem já trouxe uma boa notícia. Os integrantes da JCI – grupo de jovens empreendedores – entregou pessoalmente ao procurador Luiz Antônio Cibin uma lista com mais 2,2 mil assinaturas em prol das Dez Medidas Contra a Corrupção.

Para mais informações sobre as propostas do MPF, acesse: www.10medidas.mpf.mp.br