22/03/2016 00:00:00 Empresários abraçam movimento Fecha Londrina

Fonte: Assessoria ACIL

Londrina, mais uma vez, transmitiu o seu recado ao governo federal: quer dar um basta à corrupção. Das 10h às 10h30 desta terça-feira, 22 de março, o setor produtivo da cidade fechou as portas de suas empresas e foi às ruas para protestar contra o agravamento da crise política e econômica do país. Com faixas de apoio à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e ao juiz federal Sérgio Moro, a sociedade civil organizada também clamou pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O movimento foi batizado de Fecha Londrina, com o slogan “Para por 30 minutos para não parar para sempre”. Cerca de duas mil pessoas percorreram a Rua Sergipe, no trecho entre a Avenida São Paulo e a Rua Pernambuco.

Para o presidente da ACIL, Valter Orsi, o empresário brasileiro não encontra mais saídas para salvar o seu negócio. “A crise nos sufoca, tira nosso vigor, nosso ânimo, e não pode ser assim. O empresário quer trabalhar, quer gerar renda, quer gerar emprego. Não vamos aceitar um governo zumbi que está destruindo a economia e dando um péssimo exemplo para nossos filhos. Para eles, roubar é normal, mentir é normal, amedrontar a justiça é normal, desrespeitar quem paga imposto é normal. Temos que falar bem alto para os nossos filhos: não é normal roubar, não é normal mentir, não é normal desrespeitar a justiça. Os empresários que estão aqui querem uma mudança urgente no comando do país”, disse.

A proprietária de uma casa de doces, Eliane Ribeiro Rocha Catori, ao lado do marido e funcionários, fechou a porta do estabelecimento para demonstrar o seu descontentamento com a política brasileira. “Nós precisamos mobilizar o país todo. Isto é a união de um povo – quem ama seu país, tem que lutar por ele. Nós temos que lutar pelo nosso país. A nossa voz tem que sobrepor essa situação imunda que supostos governantes – que não me representam – fazem com nosso país. O dinheiro daqui, ao invés de ficar aqui e ser aplicado em estradas e saúde, vai para fora – para Cuba, Venezuela, Bolívia e outros lugares. Nós não podemos nos incomodar. Nós temos que amar nossa pátria e lutar por ela até a última gota.”

Fábio Orcioli, empresário no ramo de vestuário, compartilha da mesma indignação. “Eu acho que a maioria do povo brasileiro está descontente. A gente batalhou pelo voto, foi votar, esperando que o país fosse melhor – e de repente o país virou esse caos que é hoje: um caos total, com lojas fechando, o comércio fechando portas, mandando o pessoal embora. E não é isso que a gente quer. A gente quer um país que melhore, que corra. Toda força que a gente faz é válida, nem que for por meia hora para fechar e juntar esse povo maravilhoso que veio aqui na frente. Pra mim, foi válido. Vamos colocar nas redes sociais agora”.

O Fecha Londrina tem o apoio de pelo menos 20 entidades da sociedade civil organizada.