09/05/2016 00:00:00 Artigo: Londrina Smart City

Do desafio de transformar as cidades em um lugar melhor para as pessoas viverem nasceu o conceito de smart city (Cidade Inteligente). Uma smart city é uma cidade que utiliza de diversos recursos tecnológicos e humanos para uma gestão otimizada dos seus capitais sociais, ambientais e econômicos, com o foco na qualidade de vida.

Do ponto de vista econômico, uma smart city tem pessoas com espírito de inovação, é amigável a empreendedores e incentiva a economia criativa. No aspecto governamental, a população participa das decisões, o governo é transparente e os serviços públicos são eficientes. Na questão ambiental, uma cidade inteligente gerencia seus recursos naturais, preserva seu patrimônio natural, dá o destino adequado a seus dejetos e tem um território atrativo. Nos aspectos humanos, as pessoas são qualificadas, os cidadãos são conscientes, participativos e respeitam a diversidade étnica e social. Quanto à mobilidade, uma smart city é acessível àqueles com dificuldade de locomoção, aos idosos e às crianças, e possui um sistema de transporte sustentável, agradável e seguro. A cidade inteligente tem infraestrutura cultural, atrações turísticas, serviços de saúde eficiente, oportunidades para a prática desportiva, com segurança pública e moradias dignas.

Um ponto de contato entre estes vários aspectos é o uso das tecnologias da informação e da comunicação. Através de computadores, tablets e celulares, governos, empresas e pessoas compartilham dados e informações para interagirem.

Desde aplicativos que facilitam nossa mobilidade, passando por plataformas de monitoramento de segurança, por sites com informações sobre os gastos públicos, pelo uso de sensores que nos alertam sobre riscos de incêndios ou inundações, as tecnologias disponíveis facilitam a vida.

Londrina possui características que podem fazer dela uma cidade líder no Brasil como smart city. A mais importante é que é a única cidade do Brasil (e uma das poucas no mundo) que possui sua própria empresa de telecomunicações: a Sercomtel.

Reestruturada nos últimos anos, ela tem condições de oferecer, em um futuro próximo, uma série de novos serviços para o Município, para empresas e para as pessoas.

Com o barateamento dos sensores eletrônicos, novos serviços de monitoramento de frotas, de segurança e de fiscalização podem ser desenvolvidos no conceito do que hoje chamamos de “Internet das Coisas”, no qual os objetos com sensores geram informações que influenciam no comportamento de pessoas ou mesmo em outros objetos ou máquinas.

Além da Sercomtel, a cidade tem outros patrimônios importantíssimos para seu desenvolvimento como smart city: suas universidades públicas e privadas, que possuem todas as formações necessárias para as pessoas que desenvolverão seus projetos dentro do conceito.

Em 2015, a cidade de Londrina foi uma das quarenta cidades inscritas no Programa de Smart Cities do IEEE (Institute of Electric and Electronic Engineers), uma importante instituição internacional de tecnologia. Neste programa, as cidades escolhidas ganham bolsas de estudo e sediam uma conferência internacional sobre o tema – a última foi realizada em Guadalajara (México).

Temos condições de fazer de Londrina referência em smart city, uma cidade sustentável, tecnológica, com pessoas interessantes e conectadas. Para que isto aconteça será necessário, além de planejamento e muito trabalho, uma grande união entre governos, empresas, universidades, associações, sindicatos, enfim, toda a sociedade deve ser mobilizada e engajada para a construção de uma cidade cada vez mais genial.

Luiz Augusto Bellusci é vice-prefeito e presidente da Sercomtel Participações S.A.