13/08/2014 00:00:00 Alimentos reduzem inflação da baixa renda em julho

Fonte: Folha de Londrina com Agência Estado

Os alimentos ficaram mais baratos no varejo em julho e contribuíram para que a inflação percebida pelas famílias da baixa renda recuassem no período. Preços de outros seis grupos perderam força na passagem do mês, e apenas a classe Transportes avançou mais do que em junho. O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) registrou queda de 0,04% no mês passado, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). 

O grupo Alimentação saiu de uma alta de 0,08% em junho para um recuo de 0,59% em julho. As carnes bovinas ficaram 0,60% mais baratas, mas também pesaram menos no bolso dos consumidores de baixa renda a batata-inglesa (-25,17%) e o tomate (-21,77%). 

Além dos alimentos, que comprometem boa parte do orçamento dessas famílias, tiveram recuo nos preços os grupos Vestuário (0,74% para -0,10%), em função da queda de 0,40% nos preços das roupas, e Comunicação (0,37% para -0,07%), com a tarifa de telefone móvel 0,07% mais barata. 

Mesmo se mantendo no positivo, desaceleraram os grupos Habitação (0,61% para 0,36%), diante da queda de 1,98% na taxa de água e esgoto residencial, refletindo o desconto concedido para quem reduz o consumo em São Paulo; Saúde e Cuidados Pessoais (0,56% para 0,14%), com os artigos de higiene e cuidado pessoal 0,12% mais baratos; Educação, Leitura e Recreação (0,94% para 0,25%), por causa da queda de 0,23% nas diárias de hotéis; e Despesas Diversas (0,27% para 0,14%), com o fim do impacto do reajuste nos jogos lotéricos, que em julho ficaram estáveis (0,00%). 

No sentido contrário, o grupo Transportes saiu de uma deflação de 0,09% para alta de 0,25%, em função do aumento nas tarifas de ônibus urbano (-0,22% para 0,48%), informou a FGV. O IPC-C1 é apurado entre as famílias que ganham entre 1 e 2,5 salários mínimos por mês. 

Abaixo da média
A taxa do IPC-C1 de julho, de -0,04%, foi inferior à inflação média apurada entre as famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos. O Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-Br) mostrou alta de 0,10% no mês passado. Ambos são calculados pela FGV. 

Apesar da queda na leitura mensal, a taxa de inflação acumulada em 12 meses do IPC-C1 acelerou de 6,02% em junho para 6,28% até julho de 2014, mas segue em patamar inferior em relação ao IPC-BR, que subiu a 6,85% em igual período.