10/11/2014 00:00:00 Amor a Londrina e ao próximo - A história do empresário Angelo Pamplona

Por Michelle Aligleri

Nascido em Londrina e filho de uma das famílias pioneiras, Angelo Pamplona nutre um amor especial pela cidade. A forma de demonstrar este sentimento é ativa e produtora: ele é envolvido em várias organizações que buscam melhorar a vida de quem também encontra em Londrina um porto seguro. “Tenho um lado afetivo com a cidade, é uma paixão e isso me motiva buscar sempre formas de vê-la melhor”, define.

A necessidade de trabalhar em prol da comunidade é uma característica que cresceu com o empresário que é dono de um restaurante. A avó de Angelo foi uma das mulheres que ajudou a arrecadar recursos para fundar o Lar Anália Franco e o tio-avô dele foi presidente da instituição por mais de trinta anos. Foi vendo os familiares trabalharem e se doarem pelo bem estar do próximo que o empresário acabou se identificando com a causa. Atualmente o Lar Anália Franco é um dos principais projetos em que Angelo está envolvido. Há 23 anos ele participa da administração da entidade, sempre presente no Conselho Deliberativo ou exercendo outras funções auxiliares. A cadeira da direção, no entanto, ele assumiu pela primeira vez há pouco mais de dois anos.

O cargo não é fácil, exige uma posição firme, visão estratégica para que não falte nada e uma equipe empenhada em trabalhar pelo mesmo fim. Para alcançar o melhor resultado e fazer a diferença na vida das 240 crianças que vivem ou frequentam a entidade, Angelo se dedica ao máximo. “O trabalho é ‘full time’. Preciso estar o tempo todo disponível para resolver situações e imprevistos. Ainda assim, por conta dos vários compromissos que assumi, às vezes não consigo ir até lá todos os dias”, comenta. É justamente este carinho especial que o empresário tem com o Lar que faz com que ele queira deixar o cargo de diretor na próxima eleição. “Eu acho que a entidade precisa ter o próprio perfil, eu não concordo em ficar muito tempo como diretor porque a rotatividade oxigena a entidade”, aponta. No entanto, ao mesmo tempo em que destaca a importância da mudança, ele afirma que não consegue se ver longe da instituição. “Quero continuar participando do Conselho”, garante.

Além do trabalho voluntário no Lar, Angelo também está envolvido com o projeto de revitalização de alguns pontos de Londrina, coordenado pela ACIL, onde também ocupa o cargo de 2º Diretor Financeiro. “Me sinto estimulado com a forma como a ACIL faz política. No início do mandato do Valter Orsi várias prioridades foram definidas para Londrina e eu estou auxiliando na parte da revitalização da cidade”, afirma o empresário. Entre as ações previstas estão melhorias no Bosque Municipal e no Lago Igapó e apoio aos projetos Nova Sergipe, Nova Saul e Viva Duque.

Na rua Sergipe, onde tem o restaurante, Angelo já trabalha com os outros empresários há alguns anos em busca de melhorias que beneficiam não apenas o comércio, mas também os clientes. Pelo terceiro ano consecutivo o grupo encabeçou a organização do “Dia da Sergipe”, que levou ao Museu de Arte ações culturais e sociais a fim de valorizar as pessoas e a rua. “O nosso objetivo era trazer as pessoas para a rua e desenvolver atividades em benefício da comunidade”, aponta.

Animado, ele fala das próximas ações do grupo. “Está prevista a continuidade da revitalização das calçadas para breve e a instalação do mobiliário urbano. Estamos ainda conversando com os lojistas para que eles coloquem lixeiras em frente às lojas, assim vamos diminuir a quantidade de lixo espalhada pela rua”, comenta.

Para ele a rua tem algo diferente, e a relação dele com a via também é antiga, começa lá no ano de 1987, quando Ângelo abriu uma pastelaria em sociedade com o padrasto. Antes disso ele já tinha trabalhado com a venda de veículos e publicidade, mas aos poucos descobriu que a sua vocação era mesmo o comércio de alimentos. “Dois anos depois de ter aberto o negócio, comprei a parte dele na sociedade e aos poucos fui crescendo”, lembra. A empresa se desenvolveu, foi mudando aos poucos e hoje no mesmo lugar em que ficava a pastelaria o empresário tem a Ângelo Lancheria. Muito maior do que o primeiro negócio e bem estruturado, é no restaurante que Angelo passa boa parte do seu dia. “Gosto deste ramo porque é um tipo de comércio dinâmico em que eu vendo todos os dias. O contato com os clientes me agrada, é isso que me cativa e me faz tentar ser melhor”, afirma.

As tantas atividades que poderiam estressar outras pessoas, tornam a vida de Ângelo produtiva e agradável. “Preciso estar em movimento para estar bem”, garante o empresário que participa ainda do Movimento Espírita Londrinense e já fez parte do Conselho Deliberativo do Hospital do Câncer.

Apesar de tanta movimentação, Ângelo encontra um tempinho na semana para seu momento de lazer que é recheado de aventura, agitação e fortes emoções. É com os amigos do Jeep Clube que o empresário descansa. Diretor social do grupo, ele afirma que os encontros, realizados aos finais de semana, são sempre repletos de aventura. “Gosto de lavar a alma no barro”, brinca.

Entre tantas atividades, o empresário não abre mão da companhia da esposa Mônica com quem é casado há 24 anos, e da filha Fernanda, de 11 anos. “Com as duas eu procuro fazer passeios mais leves”, compara. É justamente na filha que ele pensa quando se propõe a realizar trabalhos voluntários, é para Fernanda que ele quer deixar um bom exemplo. “Procuro mostrar para ela que devemos doar em benefício do outro o que temos de melhor. Dar o seu tempo, cuidar do outro de forma física e emocional, se envolver com a dor do próximo e ser solidário talvez seja o maior legado que eu possa deixar”, define. Para Ângelo, a doação nos torna pessoas melhores e faz com que a vida do outro seja um pouco mais leve.