24/09/2015 00:00:00 Empresas optam por cartões para garantir pagamento seguro e prático

Fonte: Pauline Frank de Almeida - Revista Mercado em Foco - ACIL
 

A facilidade do uso de cartões de crédito e débito está fazendo com que as pessoas deixem o dinheiro em espécie no banco e optem, cada vez mais, pelas operações virtuais. A tecnologia ainda traz segurança, pois não é preciso andar com um montante na carteira pelas ruas. A praticidade dos cartões se adaptou tão bem ao modo de vida moderno que logo foi transmitida para o ambiente corporativo – para o pagamento de benefícios pelas empresas aos colaboradores.

O cartão vem sendo utilizado para o pagamento dos auxílios de alimentação, refeição e cultura, por exemplo. O uso do cartão traz características já destacadas de praticidade e segurança, mas também é um meio da empresa garantir mais qualidade de vida ao colaborador, sem ser onerada por isso. Em um contexto do aumento constante de tributos, os benefícios aparecem como uma maneira de agradar os funcionários, aproveitando as políticas de incentivo fiscal. E o cartão auxilia nesse processo.

A construtora A. Yoshii, por exemplo, completa 50 anos em 2015 e há 18 utiliza os cartões para o ticket alimentação dos seus mais de 4 mil colaboradores. O gerente de Recursos Humanos, Aparecido Siqueira, explica que o benefício surgiu para melhorar a alimentação do trabalhador e hoje é uma das marcas da empreiteira que, no ano passado, apareceu no ranking da revista Exame Você S/A entre as 150 melhores empresas do Brasil para se trabalhar.

“Na nossa pesquisa de clima, o benefício da alimentação é sempre um dos itens mais aclamados”, ressalta Siqueira. Para implantar o programa sem ser onerada, a A. Yoshii se cadastrou no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) do governo federal e ainda tem registrado o acordo na convenção coletiva. Além disso, preocupou-se em encontrar uma operadora de cartão confiável.

Planejamento e satisfação

O pagamento de benefícios deve ser usado pelas empresas como uma forma de melhorar a qualidade de vida do trabalhador. Um colaborador mais satisfeito produz mais e, consequentemente, traz resultados aos negócios. Porém, o planejamento para a oficialização do benefício é fundamental, especialmente em tempos de crise, para impedir que a empresa não tenha prejuízos financeiros, como explica a advogada Bethânia Marconi da Grassano & Associados.

“Eu sou uma defensora de que as empresas cumpram sua função social e deem benefícios sim ao trabalhador. Porém, é preciso se blindar e defender de riscos”, aponta. O conhecimento da lei é essencial. O artigo 458 da Consolidação das Leis do Trabalho diz que se compreende no salário: alimentação, vestuário e outras prestações in natura. Porém, alterações posteriores da lei permitem que, quando não essenciais para a realização do trabalho, esses itens sejam pagos como benefícios.

O que isso significa? Que a empresa pode pagar o benefício sem que o valor incida sobre os cálculos do 13° salário e férias, por exemplo, tributos e previdência. Obviamente que é preciso estar amparado judicialmente, através de acordo ou convenção coletivos, do Programa de Alimentação do Trabalhador (no caso de auxílio alimentação) ou ainda com programas que obrigam o pagamento de parte do montante pelo próprio funcionário. Ressaltando que no PAT é possível ter dedução do imposto de renda.

E como o cartão ajuda nesse processo? Ele garante que o trabalhador possa aproveitar o benefício de maneira prática e que o valor seja usado realmente para o que foi proposto. Por exemplo, um cartão de vale-refeição só pode ser usado em restaurantes e lanchonetes. Inclusive a lei veda a compra de bebidas alcoólicas e drogas nocivas.

Uma das empresas que oferece esse serviço é a Cooper Card, parceira da ACIL. O gerente de marketing da empresa, Diego Silvério, destaca que o cartão é um meio de pagamento moderno, amparado com uma rede credenciada ampla. A Cooper Card, por exemplo, tem mais de 18 mil estabelecimentos credenciados em todo o Brasil para compras. E, além de alimentação e refeição, ainda trabalha com vale-cultura, cesta de Natal e benefícios múltiplos, mostrando que o cartão é uma estratégia abrangente.

“Uma empresa que resolve hoje dar R$ 200 de benefício, se ela paga em dinheiro, isso custaria R$ 333, contando encargos, impostos e variáveis de férias, 13°. Se ela entregar esses mesmos R$ 200 no cartão, no final o custo é de R$ 152”, exemplifica.

Benefícios para a empresa

O Sicredi União tem 700 colaboradores e utiliza a tecnologia do cartão há mais de dez anos. O diretor de negócios da regional norte, Paulo Ozelame, ressalta que o pagamento da alimentação é algo fantástico na contribuição para a melhoria das relações de trabalho. O valor é bastante expressivo, dando uma grande contribuição à renda do funcionário.

O gerente geral da unidade da Avenida Higienópolis do Sicredi, Luiz Henrique Lazzaretti, confirma isso. “É um valor que realmente ajuda na manutenção familiar. Com o valor do cartão, eu consigo fazer minha compra mensal, tendo economia e com segurança, sem precisar ficar andando com um valor específico em dinheiro”, conta.

A Nutricard é outra parceira da ACIL e trabalha operando cartões de vales alimentação e refeição. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o resultado dos benefícios é bastante palpável, com a valorização do trabalhador, responsabilidade social e a redução de adiantamentos salariais. É uma estratégia que ajuda a reter talentos e ainda pode estar ligada a programas de metas. Por exemplo, o pagamento aos trabalhadores que registram boa porcentagem de presença. O cartão também auxilia no combate a fraudes e na promoção da marca, já que a logo das contratantes vai inserida.

Outro fator interessante a destacar é característica econômica, já que os valores carregados nos cartões acabam sendo gastos dentro da própria cidade, aquecendo o mercado. Ou seja, o cartão de benefícios é positivo para os colaboradores, trazendo mais poder de compra, facilidade e segurança; e também para as empresas, com benefícios fiscais, melhora nos processos de produtividade e consequente aumento dos lucros, com um quadro de recursos humanos motivado e satisfeito.


BOA ESTRATÉGIA PARA TODO TIPO DE EMPRESA

O sistema de cartões para o pagamento de benefícios não é uma estratégia exclusiva das grandes empresas. As pequenas também têm optado pela tecnologia, devido à facilidade de adesão oferecida pelas operadoras e praticidade garantida aos funcionários.

No comércio, por exemplo, os cartões são bem comuns para o pagamento do vale-refeição estabelecido em convenção coletiva. A loja Hering do Royal Plaza Shopping possui oito funcionários. A gerente Patrícia Forim destaca a dinamicidade em usar o cartão, aceito na maior parte dos estabelecimentos.

“O nosso pessoal pede a refeição, o entregador chega aqui e já passa a máquina. Outro ponto positivo é que o pessoal pode acompanhar a movimentação do benefício através da internet”, aponta.

A tecnologia dos cartões também se aprimora para gerar conforto aos clientes. Além da internet, a maior parte das operadoras já oferece o acompanhamento de saldo via aplicativos para smatphones.


Benefícios para as empresas

Benefícios para os trabalhadores

Valorização do trabalhador

Facilidade para compra

Dedução do IR no caso do PAT

Segurança

Sem oneração tributária e previdenciária

Complementação da renda

Não incide sobre cálculo do 13° salário e férias

Acompanhamento de saldo via internet e smartphone

Quadro de RH motivado e maior produtividade

Grande número de estabelecimentos credenciados