04/12/2014 00:00:00 Cesta básica sofre elevação de 4,18% em Londrina


Oito dos 13 itens da cesta básica apresentaram elevação dos preços em novembro, em Londrina, segundo pesquisa coordenada pelo economista e professor Flávio Oliveira dos Santos, da Faculdade Pitágoras. Com isso, após seis meses consecutivos de queda, a cesta básica teve aumento de 4,18% no valor total. 

Os itens que ficaram mais caros foram a batata, o feijão, o café, o arroz, o açúcar, o óleo, a carne e o pão. Apenas cinco itens ficaram mais baratos: o tomate, a farinha de trigo, a banana, o leite e a margarina. Assim, o valor da cesta básica ficou em R$ 281,61 para uma pessoa e R$ 844,82 para a família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. 

A carne, que representa cerca de 40% do valor da cesta, teve aumento de 6,22%. Segundo Oliveira, o aumento do preço está relacionado à retomada das exportações do alimento a países como China e Rússia. Com as exportações, a demanda pela carne aumentou, levando os preços para cima. Com a proximidade do Natal, o professor avisa que os valores do alimento podem subir ainda mais. 

A batata foi o item que apresentou a maior elevação dos preços, chegando a 32,52%. De acordo com o professor, a alta foi ocasionada pela menor oferta do alimento, devido ao período de entressafra. Já o feijão vinha apresentando um valor muito abaixo do normal nos meses anteriores, o que provocou uma elevação no preço em novembro. "A tendência é o preço do feijão é ficar mais caro porque a área plantada nesta safra está menor que na anterior." 

Com os custos maiores, Flávio Oliveira reforça a necessidade de fazer pesquisa de preços em pelo menos três supermercados e de realizar as compras em dias de promoção. "O ideal é o consumidor fazer pesquisa de preços, pois há uma diferença grande entre supermercados. Mesmo com a alta, a diferença do valor da cesta pode chegar a 42%. Isso dá uma economia de R$ 292 para uma família", exemplifica. 

Em busca de economia, os consumidores tentam aproveitar as promoções realizadas pelos supermercados. "Compro os alimentos quando estão em oferta", afirma a diarista Maria de Oliveira, que conta já ter notado o aumento nos preços dos produtos, principalmente do óleo. "Notei que os preços subiram um pouco antes, já faz uns dois meses", observa, por sua vez, a autônoma Rosana Masi. "Tomate, café, batata, tudo subiu um pouco." Júlio Martins, aposentado, também afirma que os alimentos vêm sofrendo uma elevação generalizada nos valores. "Quase tudo subiu de preço", diz Martins, acrescentando que, para fugir dos gastos vai às compras nos dias de promoção de hortifrútis e de carnes, por exemplo.