29/09/2015 00:00:00 Clima natalino começa a tomar conta do comércio em Londrina

Fonte: Jornal de Londrina


Faltando cerca de três meses para o Natal, algumas lojas já estão em clima natalino. Prateleiras e vitrines já exibem os produtos específicos para a época. Com a crise econômica pressionando o comércio, muitos lojistas apostam na data para reverter os prejuízos do ano, marcado por quedas nas vendas. Em Londrina, até uma loja exclusiva de decoração natalina foi aberta hoje, com boas perspectivas de vendas.

Segundo a representante exclusiva da importadora Fabiamce em Londrina, Elaine Galvão Antunes, a loja foi toda montada pela empresa detentora da marca – ocupando o espaço da sua loja de decoração Dicasa - para vender produtos natalinos. “Nós retiramos todos os produtos normais para esta época”, conta. Elaine e a irmã, Tânia Galvão Longhi, têm experiência na área e foram convidadas pela importadora a revender os produtos. As irmãs eram proprietárias da antiga Tok Final, uma loja que abria exclusivamente para o Natal, mas que foi destruída em um incêndio, há alguns anos. “É uma coisa fantástica. São mais de 350 metros quadrados de decoração natalina, uma coisa mais linda que a outra”, disse Elaine.

De acordo com ela, a expectativa está altíssima, apesar da crise econômica. “Não estamos trabalhando só com produtos de alto custo. Temos coisas de todos os preços.” Segundo Elaine, o Natal é uma época mais família e mesmo que se decida economizar, alguma coisa as famílias sempre consomem.

Atacado

No Atlântico Atacado também já é Natal e as vendas começaram bem. “Como fizemos as compras em maio, abril, com preços do dólar da época, estamos com produtos mais acessíveis do que aqueles que estão recebendo agora”, disse o gerente, Cláudio de Oliveira. Por enquanto, ele percebe um movimento de comerciantes em busca de itens para decoração – a maioria para consumo próprio das lojas, mas alguns para revenda –, mas acredita que o consumidor final também irá aos atacados para se abastecer de árvores, enfeites e guirlandas. “Os preços são mais convidativos. E basta fazer um cadastro para comprar.”

Panetones

Nos supermercados, alguns produtos também começam a aparecer nas gôndolas, lembrando que o Natal se aproxima. Na rede de supermercados do Supermuffato, por exemplo, os clientes já podem encontrar uma grande variedade de panetones. “Por causa da alta do dólar, este ano só estamos oferecendo uma marca importada. O restante é nacional, mas com mais variedades que nos anos anteriores”, disse o gerente comercial geral da rede, Adilson Corrêa.

Segundo ele, o consumidor pode encontrar a maioria dos produtos para ceia já nos supermercados. “Só que ainda não começamos a dar o destaque que o panetone teve. Só a partir da primeira quinzena de novembro é que a rede vai entrar com estratégias mais agressivas de vendas de produtos de época.” Aves natalinas, no entanto, disse Corrêa, ainda é uma incógnita nos balcões. “A indústria aumentou o preço e a gente está brigando para conseguir condições melhores. Com as famílias economizando onde dá, não sei se serão prioridade, já que as aves natalinas já têm um custo mais alto que as comuns.”

Acil já prepara campanha Londrinatal

A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) começa nesta semana a informar seus associados sobre a campanha Londrinatal. Segundo o superintendente da associação, Diego Menão, a campanha será lançada oficialmente para as empresas somente no dia 5 de novembro, com início no dia 23. “Mas, enquanto isso, vamos comunicando os associados sobre datas, ideias, etc., para que ele fique ligado no que está acontecendo.”

Segundo Menão, a ideia da campanha este ano vem um pouco diferente de anos anteriores, com a adesão gratuita para os associados da Acil, que irão receber os kits de participação da campanha – posters, banners, cupons, etc. – sem custos. “Estamos passando por uma séria crise econômica e queremos ajudar o associado.” De acordo com ele, a campanha também terá outras novidades, com a reformulação dos sorteios e atividades culturais, mas o superintendente não antecipou nenhuma delas. “Boa parte está definida, mas não fechada. A questão dos prêmios, por exemplo, ainda não foi homologada pela Caixa Econômica Federal”, justificou.