10/04/2017 09:29:55 Clóvis de Barros fala sobre associativismo em entrevista para ACIL

Fonte: Assessoria ACIL

Londrina recebe no dia 3 de maio, no Teatro Marista, o filósofo Clóvis de Barros e a palestra “A vida que vale a pena ser vivida”. O tema, já assistido por mais de 300 mil pessoas, aborda ética, felicidade, comprometimento e qualidade, num enredo capaz de comover. Associados da ACIL podem adquirir o convite pelo valor de R$ 75 em qualquer ponto de venda ou pela internet (as vagas são limitadas). Confira a entrevista que Clóvis de Barros concedeu à reportagem da ACIL:

ACIL: Qual a importância das associações na sociedade atual?

Clóvis de Barros: A união faz a força, já diz a sabedoria popular. Associar-se é reconhecer um interesse comum. Um interesse que vai além da própria existência e subsistência. Associar-se é sobretudo uma decisão moral. De ser e viver em nome de um bem maior. Na sociedade atual e em todas as anteriores, é fundamental à vida.


ACIL: Que diferença as associações podem fazer em uma cidade?

Clóvis de Barros: Podem fazer toda a diferença. Muitas vezes, faltam-nos recursos e instituições para resolver problemas específicos. E mesmo quando há, instituições podem necessitar da sociedade civil em caráter complementar. Neste sentido, temas e pessoas desamparadas e desassistidas podem ter nas associações uma esperança de existência mais integrada.


ACIL: Pesquisas apontam que os brasileiros são muito empreendedores, no entanto, grande parte das empresas abertas fecham nos primeiros anos. O senhor acredita que o associativismo pode ser uma ferramenta útil para pessoas com perfil empreendedor? De que forma?

Clóvis de Barros: Pode ser útil se convergirem os interesses. Empreendedores gostam de ambientes com alta capacidade de inovação e adaptabilidade e toda iniciativa associativa precisa ser bem trabalhada para que não se torne lenta e 'pesada' para o perfil empreendedor. O coletivo deve somar, deve impulsionar, jamais frear.

ACIL: É possível fazer uma relação entre ética e associativismo? Quais os pontos mais críticos em torno desta questão?

Clóvis de Barros: Ética e associativismo podem significar a mesma coisa. Pois são o uso da razão em nome da melhor convivência de todos. A questão central em qualquer união humana é que é muito mais fácil achar interesses em comum quando eles são negativos do que quando são positivos. Explico: É muito mais fácil unir pessoas que são contra algo do que unir pessoas que são a favor de algo. É muito mais simples negar qualquer coisa que exista, porque há muito menos divergência. O desafio é na hora de construir. Aí cada um vai querer fazer de um jeito. Isso é ruim? Não, isso é só difícil. Mas essa é a própria definição de ética.