15/09/2014 00:00:00 Comerciantes aprovam e pedem mais edições do ‘Dia da Sergipe’

Fonte: JL

Para lojistas da Rua Sergipe toda intervenção é bem-vinda na tentativa de atrair o consumidor. Segundo eles, o comércio de rua enfrenta dificuldades e concorrer com a diversidade de ofertas e conforto dos shoppings centers tem sido bastante difícil. Nesse sentido, a realização do Dia da Rua Sergipe, como aconteceu no último sábado, pode ser a alternativa. Várias atividades culturais e sociais foram oferecidas de graça para a população. “É a primeira vez que acontece dessa forma, fechando a quadra [em frente ao Museu de Arte]. Vamos ver como será o resultado. Esse tipo de ação é importante porque os shoppings estão acabando com a gente”, afirma a lojista Solange Ramalho.

Cristina Geha também é lojista na Rua Sergipe e tem expectativa de que essas ações melhorem o movimento. Na opinião dela, o ideal seria fechar a quadra em frente ao Museu de Artes com mais frequência. “Bom seria todo sábado ter entretenimento para estimular as pessoas a saírem de casa. Isso tem resultado. Porque hoje as pessoas quando precisam comprar pensam nos shoppings onde tem várias atividades até para as crianças. É disso que a gente precisa.” Glaucia Jubanski também defende que o Dia da Sergipe aconteça mais vezes para atrair mais as pessoas. “É algo diferente acontecendo e chamando a atenção das pessoas para a rua Sergipe.”

Se movimentar a rua com atividades diferentes é apontada por lojistas como uma das ações que mais pode dar resultado para o comércio, eles também apontam que ainda há muito o que se fazer para a revitalização da rua, projeto que vem sendo desenvolvido há cinco anos. Sujeira, ambulantes e melhoria das calçadas foram apontados como os principais pontos que ainda deixam a rua muito pouco atraente. Solange Ramalho diz que a rua precisa de lixeiras, com o que os outros lojistas concordam. A sujeira é uma reclamação de todos entrevistados pelo JL.

Cristina Geha defende também que sejam colocadas plantas como forma de tornar a rua mais bonita e confortável. “No começo do projeto de revitalização foram plantadas mudas, mas deixaram morrer tudo. Tinha que ter um projeto para que os próprios lojistas cuidassem.” Os ambulantes que ainda estão nas calçadas também foi uma reclamação da maioria. Um lojista que preferiu não se identificar disse que a presença deles torna a rua mais feia e atrapalha o comércio. Com o projeto de revitalização em andamento, parte das calçadas foram reformadas. Para Glaucea Jubanski isso melhorou muito o aspecto da rua, Solange Ramalho concorda, mas diz que para o efeito ser impactante é preciso que todas as calçadas sejam revitalizadas. “E, ainda assim, as que já foram arrumadas estão precisando de manutenção.”

Sobre a sujeira na Rua Sergipe, o superintendente da Associação Comercial e Industrial (Acil), Diego Menão, diz que será desenvolvida uma campanha junto aos lojistas sobre os horários corretos que os caminhões passam para fazer a coleta, para evitar que o lixo fique exposto muitos dias sem ser recolhido. Também haverá orientação sobre destinação de remédios, pilhas, bateria, computadores. Sobre as lixeiras, Menão afirma que com o projeto que está em andamento na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), no qual os empresários deverão adotar mobiliário urbano será possível viabilizá-las, além de novos pontos de ônibus e bancos.

Adesão tem aumentado, diz Acil

Segundo o superintendente da Associação Comercial e Industrial (Acil), Diego Menão, nos cinco anos de existência do projeto de revitalização, quatro quadras e meia, entre a Avenida Rio de Janeiro e a Rua Pernambuco, já tiveram as calçadas reformadas e a pista de rolamento alargada com a retirada dos estacionamentos. Ele afirma que no último ano o projeto amadureceu e vem contando com maior envolvimento dos empresários e moradores. “Temos reuniões todas as terças-feiras para discutir a Rua Sergipe”, diz. Hoje, o maior desafio do projeto é concluir as reformas das calçadas das 11 quadras da Rua Sergipe. A meta de acordo com ele que isso seja feito até o final de 2015.