18/01/2019 10:37:00 Criação de ambiente favorável às empresas é prioridade para Codel

Fonte: Folha de Londrina

Cidade industrial e Tecnocentro concluídos, atração de novas indústrias e a criação de um ambiente favorável às empresas. Estas são as metas do Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina) para 2019 e 2020. As prioridades foram elencadas pelo presidente do instituto, Bruno Ubiratan, para a série de entrevistas com os secretários e presidentes de órgãos municipais e participação do prefeito Marcelo Belinati, que a FOLHA está publicando desde quarta-feira (16). 

Os primeiros passos foram dados há dois anos com diversas medidas para desburocratizar a abertura de negócios na cidade. Mas um dos pontos principais será a nova Lei de Incentivo ao Desenvolvimento Industrial, que está sendo elaborada pelo Codel, em parceria com entidades de classe, e deve ser encaminhada à Câmara Municipal de Vereadores até março desde ano. 

Ubiratan assumiu em maio do ano passado com o objetivo de dar andamento nos projetos da Cidade Industrial e do Tecnocentro. Segundo ele, o governo do Estado deve liberar R$ 25 milhões para a licitação da obra da Cidade Industrial. 

"Teve várias mudanças no projeto e tínhamos pouco coisa feita. Avançamos nos projetos e no começo do ano entregamos os projetos complementares para encaminhar ao Paraná Cidades, para que possam licitar a obra", explicou o presidente. Ele preferiu não falar em prazos licitatórios, mas afirmou que as obras devem ser iniciadas no primeiro semestre deste ano. 

Em relação ao Tecnocentro, Ubiratan informou que a Prefeitura conseguiu junto ao governo estadual R$ 3,2 milhões a fundo perdido para conclusão das obras. "Isso já está com o governo só precisa passar o termo de referência", disse. Já funcionam no local a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industria), laboratório de alimentos e o CTI Renato Archer (Centro Tecnologia da Informação), órgão ligado ao Ministério de Ciências, Tecnologias, Inovação e Comunicações. 

O Codel está ampliando para R$ 600 mil o Promin (Programa Municipal de Incentivo à Inovação) para capacitação de mão de obra. Está em estudo a ampliação do ISS Tecnológico, que concede benefícios fiscais às empresas prestadores de serviço de Londrina que fizerem investimentos para inovar seus negócios, adquirindo equipamentos, serviços ou software de empresas também sediadas em Londrina. Hoje, o ISS Tecnológico está em R$ 1 milhão. "Conseguimos comparar que quando o ISS é utilizado ele gera emprego e renda e é bem produtivo com o município", afirmou Ubiratan. 
NOVA EMPRESAS 
A pretensão do órgão é consolidar as prospecções de negócios iniciados em 2018. "Estamos em conversas com grandes empresas. Londrina teve prospecções de negócios em 2018 e queremos colher os frutos em 2019." Segundo Ubiratan, a cidade se tornou referência em termo de localização pela sua proximidade, por meio aéreo, com São Paulo, e por concentrar em um raio de 600 km em torno de 63 milhões de habitantes. 

A infraestrutura, como o Contorno Norte - as obras ainda não foram licitadas - tem sido chamariz para as empresas. "A articulação política também é um item muito procurado. Londrina tem uma articulação diferente e queremos retomar a cultura de otimismo no desenvolvimento industrial e tecnológico", ressaltou. 

Para 2019 há a expectativa para a conclusão das obras da unidade da BRF, na zona norte. A previsão é de geração de 280 empregos diretos e faturamento acima de R$ 1 bilhão. A doação da área onde a indústria irá se instalar foi regularizada no ano passado. Londrina também deve receber o Centro de Distribuição do Magazine Luíza, com previsão de 180 funcionários e crescimento de 25% no primeiro ano. 

Nos últimos dois anos, o cenário de emprego em Londrina iniciou a recuperação. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego) do Ministério do Trabalho, Londrina fechou 3.978 vagas em 2016; no ano seguinte o fechamento foi menor, 2.014, e até novembro desde ano, o saldo está positivo com a criação de 494 postos de trabalho com carteira assinada.