26/12/2019 09:39:39 Dica Empresarial: "Inovação é para ontem"

Fonte: Comunicação Lidere 2019

A velocidade das transformações coloca em cheque toda e qualquer proposta de inovação. Será que vai durar muito tempo? Quanto vai demorar para terem uma ideia melhor do que a minha?

Para ajudar empresas a startups a resolverem este dilema a Plug & Play, uma plataforma de inovação aberta desembarcou este ano no Brasil com a proposta de unir aceleradora de startup, consultoria de inovação e venture capital em um só lugar.

No portfólio, mais de 15 mil startups listadas para geração de negócios com grandes empresas. Só no Brasil, o objetivo é investir em torno de 40 startups por ano.

Luís Dearo, um dos diretores da empresa no Brasil, reforça a ideia de que as empresas precisam se adaptar às transformações cada vez mais rápidas. “Todo mundo está muito mais conectado hoje em dia. A escalabilidade de negócios também passou para um nível totalmente diferente. Ficou muito mais difícil para as corporações se manterem fortes no mercado. AirBNB, Uber e Tesla não existiam há dez anos, e transformaram a indústria em que atuam”.

Francisco de Frutos, outro diretor da Plug & Play, aponta três pilares para empresas que buscam inovação: exploração, educação e execução. “Muitas empresas buscam inovação pensando em marketing. Não se trata disso. É uma transformação cultural. Primeiro é preciso explorar, ver o que as outras estão fazendo, conhecer o que está acontecendo lá fora. Depois, vem a etapa da educação, dentro da empresa, com todo mundo entendendo qual é o objetivo da inovação. O último passo é a execução, falar com as startups e desenvolver programas de empreendedorismo. Inovação de verdade é aquela que chega no ponto em que faz parte do DNA da cultura da empresa”.

Segundo os diretores, muitas empresas, incluindo as de grande porte, não estão preparadas para lidar com o universo das startups. “Todos os pilares das empresas precisam estar envolvidos. Se você chegar com um contrato de 40 páginas, a startup vai embora, porque ela não tem estrutura para ter um advogado e analisar tudo aquilo”, exemplifica Dearo, reforçando a necessidade também de não haver compromisso com o erro. “Em vez de ficar olhando o rio que vai atravessar, qual a profundidade e a velocidade da água, é melhor construir a ponte enquanto está atravessando, porque a experiência traz resultado. Erre rápido, mas gaste pouco. Assim você vai construindo sua dinâmica de inovação”.