11/03/2020 08:18:23 Dica Empresarial: Inovação gera economia e otimiza a gestão dos RH's

Fonte: Michelle Aligleri - Revista Mercado em Foco/ACIL

Todos os dias surgem ferramentas que contribuem para a gestão das empresas. As novas tecnologias ganham espaço e importância nas áreas financeiras, de projetos, atendimento e muitas outras. Há tempos esta também é uma realidade de quem trabalha com Recursos Humanos. No entanto, as novas tecnologias direcionadas para a área de RH nunca foram tão utilizadas – e desejadas – pelas empresas. Além de possibilitar ganho de tempo, elas têm um papel importante no acompanhamento do desenvolvimento dos colaboradores, direcionando os investimentos e contribuindo de forma efetiva com as instituições.

Adotar ferramentas modernas para gestão de pessoas é um caminho sem volta. Esta é a opinião da coach executiva e consultora de Gestão Estratégica Cleide Carrara. “Em 2019, as empresas fizeram um movimento grande neste sentido, e eu acredito que, em 2020, isso será ainda mais intenso. É uma tendência investir em tecnologia para a área de recrutamento e seleção”. Conforme ela, a utilização de sistemas automatizados é o principal foco, já que trazem efetividade, dão mais agilidade e contribuem com a tomada de decisões, possibilitando o gerenciamento dos colaboradores em tempo real.

O perfil do mercado de trabalho é muito dinâmico e muda o tempo todo, por isso a adoção de práticas atualizadas precisa fazer parte da rotina nas áreas de RH das empresas. Para o gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional do Sicoob, Julio Cezar Cruz da Trindade, tão importante quanto a contratação das pessoas certas é a retenção dos melhores talentos. “Nós somos uma cooperativa, e para fazer com que as pessoas queiram ficar aqui, precisamos acompanhar as tendências de mercado. O que nos diferencia dos bancos tradicionais é o propósito, o sentimento do colaborador com o trabalho”, justifica.

O investimento no desenvolvimento dos colaboradores tem papel importante no processo de retenção. No ano passado, muitas empresas buscaram uma gestão mais analítica, com o objetivo de levantar informações relativas aos colaboradores. “A partir destes dados é possível extrair informações para investir nas pessoas certas. Se você tem um bom software de gestão de folha de pagamento e de acompanhamento de indicadores, é possível cruzar as informações em tempo real. As empresas mais preparadas podem tomar decisões mais estratégicas e isso reflete no desempenho”, explica Cleide.

Em 2020, o Sicoob adotará uma ferramenta que vai contribuir com a gestão dos colaboradores. “Conseguiremos identificar os talentos individuais, possíveis sucessores e os colaboradores que precisam ser desenvolvidos”, explica Trindade. Conforme ele, este tipo de tecnologia contribui com a retenção dos colaboradores. “Meu desafio é possibilitar que as pessoas mais bem preparadas fiquem na Cooperativa”, complementa.

Além de contribuir com a retenção de colaboradores, a adoção de práticas atualizadas de RH pode trazer outros vários benefícios para as empresas. A Oral Sin Franquias ganhou um selo de excelência da Associação Brasileira de Franquias e está cada vez mais focada em cuidar dos colaboradores para conseguir outras certificações e ampliar o comprometimento das equipes. “Estas premiações fazem bem para a nossa marca, geram argumentos de venda e refletem nas conquistas da empresa”, afirma a coordenadora de RH da Oral Sin Franquias, Josiane Lima.

Investir no profissional faz toda a diferença

Instituições que olham seus colaboradores de forma humana, que se preocupam genuinamente com o bem-estar físico e emocional das equipes, alcançam melhores resultados porque contam com pessoas comprometidas e motivadas.

Algumas empresas têm o cuidado com os colaboradores em seu DNA, é o caso da Serilon, que trabalha com três pilares: pessoas, inovação e resultados. “É por meio das pessoas que conseguimos alcançar os demais pilares. Priorizamos a qualidade de vida do colaborador, por isso prezamos por um bom horário de almoço, disponibilizamos uma sala de jogos, espaço de descanso e biblioteca, porque entendemos que estes locais são importantes para o bem-estar deles”, afirma a gerente de Gestão de Pessoas, Pollyany Morandi Tottene.

A Oral Sin também sabe por experiência própria, o quanto um olhar humanizado do RH traz melhorias em todos os sentidos. “Antes, os colaboradores tinham um RH que só fazia folha de pagamento. Hoje trabalhamos muito forte a cultura do endomarketing e vemos que o maior recurso da empresa são as pessoas”, afirma Josiane. A coordenadora acrescenta que os colaboradores pulverizam nas redes sociais as ações internas da empresa e isso atrai pessoas interessadas em trabalhar na Oral Sin, contribuindo com os processos de recrutamento e seleção.

Conhecer quem faz parte dos times é essencial para fazer investimentos assertivos. Cleide afirma que mapear o perfil dos profissionais utilizando ferramentas de autoconhecimento, como o MBTI, eneagrama e outros recursos, contribui com este direcionamento. “Identificar as características do colaborador possibilita criar um plano de desenvolvimento individual e direcionar a pessoa para desenvolver as habilidades que ela realmente precisa”, justifica.

Contar com líderes bem preparados para direcionar as equipes diante das inúmeras mudanças tecnológicas que se apresentam é fundamental para que as organizações tenham condições de se manter no mercado. Cleide ressalta que, além de orientar as equipes, os líderes devem ser capazes de influenciar os outros profissionais.

No ano passado, a Serilon realizou um programa de desenvolvimento de lideranças e adotou uma nova ferramenta de gestão, que é um sistema de avaliação de desempenho do colaborador. Pollyany afirma que a ferramenta possibilitou fazer a classificação das competências importantes para a empresa, bem como a avaliação de desempenho e de estágio de carreira dos colaboradores.

Para o Sicoob, tão importante quanto o investimento nas lideranças é a manutenção de um bom clima na instituição. Trindade afirma que, além do Programa de Gestão por Desempenho e da pesquisa de clima, a cooperativa investe na qualidade de vida dos colaboradores e conta com o FIC – programa que mede a Felicidade Interna do Cooperativismo. “Trabalhamos este conceito para darmos oportunidade para as pessoas se desenvolverem. Entendemos que as equipes felizes são mais comprometidas. O colaborador comum entrega as mãos ou o braço, mas o colaborador diferenciado entrega o coração e ajuda a cooperativa a cumprir o papel dela”, complementa.

Mudanças que vêm para ficar

Cleide defende que o mínimo que uma empresa precisa para estruturar seu RH é uma ferramenta de gestão de folha de pagamento interligada ao BI da empresa. “Isso é o feijão com arroz. O segundo momento seria a implementação de ferramentas de recrutamento e seleção”, acrescenta. Já existem no mercado softwares que fazem a triagem de currículos e cruzam dados como a competência exigida pelo cargo, a experiência do candidato e indicam para entrevista as pessoas com maiores condições de participarem do processo. Ela aponta algumas tendências que vêm para ficar no RH:

E-learning - O EAD (Ensino à Distância) possibilita que o colaborador escolha o melhor horário e local para fazer o treinamento sem que precise estar em sala de aula. Esta ferramenta se molda às necessidades do colaborador.

Carreira em “W”- Atualmente, nem sempre a carreira linear é a mais adequada. O profissional pode em um momento liderar pessoas e em outro liderar projetos. Este formato, já muito utilizado na área de tecnologia, está se expandindo para outros segmentos.

Jornada Flexível – A flexibilidade de jornada está vindo para ficar. Cada vez mais as empresas estão possibilitando que seus profissionais trabalhem em formato de co-working ou home working.