18/03/2020 08:36:45 Dica Empresarial: Motivação o ano todo... É possível!

Fonte: Da Redação - Revista Mercado em Foco/ACIL 

Entender por que vivemos buscando a motivação é simples. É ela que traz movimento à nossa vida. E o movimento é o que traz resultados. Já pensou quão produtiva nossa rotina seria se fossemos motivados 100% do tempo? Se não houvesse procrastinação e vivêssemos ligados no “220”?

Há pouco iniciamos 2020 e se tem uma característica que marca a virada de um ano para outro é o ar renovado das pessoas. Sabe? Aquele sentimento de ano novo, vida nova. Novos planos, novos hábitos, novas promessas. É como se uma porta fosse aberta e ao passarmos por ela, motivação exalasse do nosso corpo.

É um comportamento bastante comum entre todos nós neste período. E nada teria de problemático nisso, se não fosse pelo pouco tempo que ele se manifesta. Não dá nem tempo de tirar proveito desta passagem e cá nos encontramos: já com um dos pés para fora da porta e com o ar nem tão renovado assim.

E em meio a um mar de afazeres, agenda apertada, projetos esperando para tomar forma e a presença incessante daquele desejo de nos sentirmos produtivos, a falta de ânimo surge. Começamos a priorizar algumas tarefas, excluir outras, tentar nos alinhar às nossas condições físicas, mentais... E a nossa agenda, tão idealizada nos primeiros dias do ano, fica pela metade. Mas afinal, como manter um relacionamento duradouro com a motivação? O que podemos fazer para que ela não nos deixe à deriva?

“A motivação é flexível, então não se mantém estável o tempo todo. Tem momentos em que está alta e outros em que está baixa. Esta oscilação pode ocorrer ao longo do ano, do mês, da semana e até ao longo do dia. Nossa motivação depende das nossas necessidades e desejos. Quando precisamos de alguma coisa, temos mais energia para buscá-la, e quando desejamos muito algo, também”, explica Vera Lúcia Lima, membro do Núcleo de Profissionais de Coaching de Londrina (NPCL). “Podemos fazer uma analogia da motivação com um iceberg. A parte visível do iceberg é em torno de 20% do seu tamanho, 80% está invisível debaixo da água. Motivação é a mesma coisa. Podemos ser influenciados pelos outros, líderes, sociedade, família, em torno de 20% das nossas ações. O resto depende única e exclusivamente de nós.”

Sentir-se motivado além do início do ano pode sim se tornar um hábito e fazer parte da nossa rotina. A coach afirma que podemos desenvolver algumas práticas para o nosso próprio estímulo à motivação. “Um exemplo simples e bastante eficaz é dividir uma tarefa mais complexa em etapas menores, e comemorar cada fase atingida.” Quando não temos o hábito de exaltar os nossos ‘goals’ , tendemos a perder o interesse em terminar a tarefa porque sua finalização não nos traz prazer. Além disso, podemos também rever o porquê estamos fazendo determinada atividade. Enxergar um sentido para nossas ações é parte fundamental para nos mantermos motivados.

Como explica a psicóloga Mariangela Lachimia Gonçalves, entre o final e início do ano as pessoas conseguem ter um período de descanso ou mesmo tiram férias, o que contribui para desacelerar as atividades que exigem um melhor rendimento cognitivo e emocional, e faz com que iniciem o novo ano mais dispostas.

Quer ser uma pessoa motivada ao longo do ano? Se comprometa. “O primeiro passo é conhecer e entender o seu limite pessoal e aliar isso a um bom planejamento para que tarefas não sejam acumuladas e o foco não se perca. Algumas pessoas lidam bem com o estabelecimento de metas a curto, médio e longo prazo. Devemos conhecer os nossos objetivos e focar neles para alcançar uma maior possibilidade”, salienta.

Sabotamos a nossa motivação quando não nos planejamos. A psicóloga afirma que assumir compromissos que não cabem à nossa agenda resulta em procrastinação, e que, somadas às atividades que precisam ser entregues, tomam o nosso foco e, automaticamente, interferem no rendimento.

Uma via de mão dupla!

O americano Frederick Herzberg foi um psicólogo e importante professor de gestão empresarial, que direcionou os seus estudos acerca da motivação, principalmente no âmbito do trabalho. Para ele, o nível de rendimento dos profissionais varia de acordo com sua satisfação no trabalho. Motivação está diretamente ligada à produtividade. Investir na satisfação dos profissionais é parte importante do desenvolvimento da empresa.

E se engana quem pensa que salário e benefícios lideram o ranking quando o assunto é motivação. O profissional tem priorizado cada vez mais a qualidade de vida e o bem-estar, além de, claro, querer ter o seu trabalho reconhecido. Conforme Vera, fatores como respaldo em relação à saúde emocional, o não acúmulo de funções, feedback das atividades e o respeito à carga horária também contam muito.

“O líder ou a empresa consegue convidar o liderado à motivação 20% do tempo e das tarefas. Por isso nas palestras e cursos de motivação, os colaboradores saem felizes e saltitantes. O problema é que esta energia não dura quase nada. É necessário que a instituição conheça os seus funcionários, entenda quais são suas reais necessidades e coopere com o alcance de suas metas pessoais, atreladas às metas da instituição.”

A coach ressalta que a relação do profissional com o trabalho faz toda diferença quanto a sentir-se motivado. “É necessário gostar do que se faz. Quanto mais você sente prazer em executar suas tarefas diárias, menos energia gasta ao fazê-las, e ainda ganha a energia da realização de um trabalho bem feito e que faz todo sentido para você.”

Dê adeus ao desânimo

O exercício de se automotivar é um trabalho de formiguinha, mas que pode se tornar eficiente e facilitar o cumprimento das nossas metas. A psicóloga Mariangela Lachimia estabelece 8 ações que podem ajudar neste processo:

- Seja uma pessoa organizada.

- Faça planejamentos que sejam alcançáveis.

- Não centralize atividades.

- Aprenda a delegar e pedir ajuda se necessário.

- Reconheça os seus limites físicos e emocionais.

- Não alimente pensamentos negativos e de incapacidade.

- Faça atividade física.

- E, por último, mas não menos importante: cuide da saúde emocional!