25/07/2014 00:00:00 Lago Igapó tem 231 mil m³ de sedimentos

Fonte: Jornal de Londrina

O Lago Igapó possui 231 mil m³ de sedimentos, o equivalente a 46,2 mil caçambas de 5 m³. Deste total, 90%, ou 207,9 mil m³, são de areia fina e 10%, ou 23,1 m³, são de silte e argila. Os dados são do estudo que é elaborado pelo Instituto das Águas do Paraná para identificar o nível de assoreamento e os tipos de resíduos existentes na água. Everton Luiz da Costa Souza, geólogo e diretor de Gestão de Bacias Hidrográficas do órgão, não adiantou as alternativas que serão apresentadas para a retirada dos sedimentos.

O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Raimundo Maia Campos Junior, afirma que foram solicitadas alterações ao Instituto das Águas. E é este trabalho que está sendo realizado agora. Ele já teve acesso ao estudo e aguarda agora uma visita de engenheiros do instituto e da empresa contratada para realizá-lo para explicar a metodologia adotada, entre outras informações. “Temos dúvidas que precisam ser esclarecidas.” Feito isso, o estudo será divulgado e apresentado em audiência pública.

“Precisamos da participação de todos para custear o desassoreamento e também da compreensão da sociedade para que este trabalho cause o mínimo de transtorno”, afirma o chefe do IAP. Isto, porque, segundo ele, uma das possibilidades é deixar o material retirado secando em alguns pontos, como as margens do Igapó, antes da destinação final. Campos não adiantou os custos do desassoreamento. “A partir do estudo, a Prefeitura deverá fazer um orçamento com empresas.”

O grande desafio para limpar o Igapó, na avaliação do docente da área de saneamento do curso de Engenharia Civil e do programa de mestrado Engenharia e Edificação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Fernando Fernandes, é o volume de sedimentos. “É uma quantidade grande, mas factível. É possível fazer [o desassoreamento]. Não tive acesso ao estudo, mas talvez não seja necessário retirar os 231 mil m³.” Ele afirma que, por não se tratar de material contaminante, não é necessário fazer a deposição em aterro específico.

Para ele, uma das possibilidades de destinação é o aproveitamento do material em áreas que precisam de solo. “Deve-se fazer um levantamento de locais para onde podem ser levados, como pedreiras que precisam ser recuperadas, áreas rurais com problemas de erosão”, afirma. “Isso porque não se trata de material perigoso, mas ainda assim é preciso fazer a caracterização e o monitoramento desses sedimentos.”

Igapó 2 é o mais assoreado

O estudo do Instituto das Águas aponta que o Lago Igapó 2 é o mais assoreado, com 0,57 m³ de sedimentos por cada 1 m² de área. Este lago possui área total de 171 mil m² com 99 mil m³ de sedimentos.

O mais assoreado, na sequência, é o Igapó 3, com área de 45 mil m² e 18 mil m³ de sedimentos. O Igapó 4 tem área de 13 mil m² e apresenta 4 mil m³ de sedimento. 
O Igapó 1 é o que tem o menor nível de assoreamento, com uma área de 420 mil m² e 110 mil m³ de sedimentos.