03/10/2014 00:00:00 Grupo especial lança curso para controle de rebeliões

Texto: Assessoria ACIL
Fotos: Josoé de Carvalho

Direitos humanos pragmáticos. Com base nesse conceito, foi lançado ontem na ACIL um curso para a implantação de um Grupo de Intervenção Penitenciária no sistema prisional em Londrina. A expressão é utilizada pelo agente penitenciário Humberto Benigno Ferreira Júnior, chefe do Serviço de Operações Especiais (SOE) em presídios do Paraná.

Trinta agentes de Londrina serão treinados para atuação em momentos de crise, especialmente rebeliões. O principal objetivo do SOE, segundo Humberto Benigno, é preservar a vida dos detentos e dos servidores das penitenciárias. “Se houvesse um grupo treinado em Cascavel, não teria havido mortes”, disse o agente, referindo-se à sangrenta rebelião ocorrida há um mês.

Os grupos de crise baseiam sua atividade no uso de armas não-letais – como balas de borracha e pistolas de choques elétricos. “Esses equipamentos servem para imobilizar o preso durante a situação de crise, mas não provocam danos à saúde nem colocam em risco a vida da pessoa”, explica Humberto.

Durante o lançamento do curso preparatório, os agentes do SOE fizeram uma demonstração do uso de pistolas elétricas em voluntários. Quatro agentes que vão participar do curso foram submetidos a choques. “É necessário que os agentes sintam na pele o efeito das armas não-letais para que possam utilizá-las”, afirmou o chefe do SOE. “É isso que nós denominamos direitos humanos pragmáticos. São os direitos que conhecemos na prática.”