16/03/2015 00:00:00 Um hobby para chamar de seu

Fonte: Fernanda Bressan - Revista Mercado em Foco

Você tem um momento para chamar de seu? Aquela pausa diária - ou semanal - feita pelo simples fato de dar prazer? Manter um hobby faz parte das ações que podemos desempenhar para viver bem, feliz e longe do estresse. Ele ajuda a quebrar o ciclo casa/trabalho/casa e nos torna mais leves.

Quem é adepto desses momento é o engenheiro Gustavo Berti. Atualmente, ele se dedica ao kart. "Vou uma vez por semana, no mínimo", enfatiza. O que começou com uma brincadeira entre amigos no fim de 2013 se tornou uma atividade levada a sério. Gustavo participa de competições na cidade e é diretor da Associação dos Kartistas da Região de Londrina (AKRL). "Comecei no indoor e depois comprei um kart e fui para o kartódromo. Faço como treino mesmo, participo de competições, tenho pira de competir. Sempre gostei de motor, já fiz rally. Se tem motor, seja em terra ou no ar, eu estou dentro", brinca.

Desde criança, Gustavo sempre buscou atividades que dão prazer e desestressam. "Já voei de aeromodelo, depois de ultraleve, joguei tênis. Sempre tive uma atividade", pontua. Hoje o Kart preenche parte do tempo livre. "Quando estou pilotando, me desligo de tudo, até porque tem que ter uma concentração absurda, o kart chega a 120 quilômetros por hora e está a 2 dedos do chão, qualquer milésimo de segundo que se perde você bate, roda", afirma. Se ele passa dois finais de semana sem pilotar, já sente o baque: "Começo a ficar chato", diz.

E ele não é o único com esse hobby. O engenheiro conta que há quase 200 associados na AKRL e que as competições na cidade têm entre 70 e 80 kartistas. "Só perdemos para São Paulo em número", cita. Com esse volume, além de pilotar eles colhem o benefício de novas amizades. "Saímos do nosso ciclo, aqui tem pessoas diferentes, empresários, agrônomos, mecânicos", exemplifica.

Com tanta distração, o difícil é controlar a hora. "É uma briga coletiva das mulheres com os maridos. Perdemos a hora mesmo. Um treino tem no mínimo duas horas, tem que chegar, preparar o kart, fazer manutenção, vai para a pista, dá umas cinco voltas, depois retorna para ajustes...", conta. E, claro, depois de suar pilotando, vem a velha e boa amiga cerveja com amigos.

Quem também gosta de sentir o vento bater no rosto é o empresário Bruno Fedato Bressan, proprietário da Webee. Há cinco anos ele decola de parapente e sente a sensação da liberdade e do momento para não pensar em mais nada. "Cresci olhando para o céu admirando avião, passarinhos, e por influência de primos descobri o parapente. Tudo relacionado a voo me encanta", declara.

O início teve muita ralação. "Comecei com o curso teórico em Londrina, depois teve saltos pequenos, até que veio o batismo em Ribeirão Claro, a mais de 200 metros de altura", recorda. Depois que tirou o pé do chão, o parapente se tornou seu hobby. Tanto que ele precisou se adaptar para manter a paixão. Casado, empresário e com três filhas, Bruno não consegue decolar sempre. "Em função da distância para as rampas, a mais perto fica em Ortigueira, estou voando no motorizado que dá para fazer em qualquer área de descampado. Assim consigo passar o fim de semana com a família e voar no fim do dia", diz.

Quando está no ar, a cabeça se liberta de todo e qualquer problema, aborrecimento, frustração. "Sou eu e o equipamento, até porque tem que estar concentrado no voo, tem a adrenalina, não vem nenhum problema à cabeça", garante. A atividade é realmente desestressante. "É uma válvula de escape para descarregar do estresse da semana. Nos reunimos entre amigos que praticam o esporte, fugimos do ambiente do dia a dia e ainda temos história para contar!", brinca o empresário.

Por falta de um, o advogado e contador Jair Ancioto tem dois hobbies: moto e vinho. O primeiro o acompanha rotineiramente. O outro, é quase um ritual anual. Há 23 anos ele produz a bebida junto com o pai. "A história começa ainda na infância. Morávamos em sítio e meu pai quebrou a perna e precisou ficar 60 dias sem trabalhar com o mato precisando carpir. Em cidade pequena é assim, quando se fica doente leva primeiro ao padre, depois na farmácia e depois ao médico. Levamos ele ao Padre Rossi e ele disse: 'você não precisa de remédio, tome uma taça de vinho no almoço e outra no jantar!', ele assim o fez e até hoje não fica doente", brinca Jair.

Tempos depois, a família se mudou para Cambé e posteriormente Londrina. No início, compravam vinho em uma adega, até que ela fechou e a bebida precisava vir da Capital. "Pensei: preciso aprender a fazer. Foi quando o professor Alcides Carvalho me ensinou, isso em 1991, e de lá para cá fazemos a bebida uma vez por ano", afirma Jair Ancioto.

Esses momentos são uma verdadeira festa em família. "Buscamos a uva no Rio Grande do Sul. Depois amassamos, deixamos fermentar na casca e depois tira a casca. A terceira etapa é engarrafar o vinho quando já está pronto. Esse ano trouxemos 70 caixas de uva, que dá mais ou menos 400 litros de vinho", contabiliza. A festa começa no fim de janeiro com a aquisição da uva. A família amassa a fruta e espera até mais ou menos maio para poder ter a bebida no ponto para consumo. "Fazemos festa nas três etapas, esse é um hobby meu e do meu pai", diz.

Já a moto é algo particular que ele pilota desde 2005. "É um vício", sentencia. As viagens são feitas sozinhos ou em grupo. Jair Ancioto participa do Carpe Diem, grupo de motoqueiro com mais de mil membros no Brasil. No ano passado eles foram para o Costão do Santinho em Santa Catarina. Esse ano o grupo pegou a estrada novamente para Ribeirão Preto.

Quando não tem essas viagens, Jair sai por aí para pilotar sua Harley Davidson de 1.700 cilindradas. "É o meu hobby, se estou muito estressado, saio para a estrada e é um alívio", conta. Ele alerta ser importante ter respeito pela estrada. "Não sou de alta velocidade e se estou cansado, paro, tomo uma água, descanso. Quando saio de moto não tenho hora para chegar, é uma viagem diferenciada", pontua.

A sensação é de total liberdade. "É alegria mesmo, endorfina. Parece que muda o astral. Não tem como pensar em outra coisa, só na estrada", atesta. Para ele, ser harleyro é um estilo de vida. Até o vestuário muda. "Tem a bandana, a roupa própria, podemos sentar no chão. É uma forma de se despojar de tudo, de esquecer que é advogado e contador", enfatiza.

Para esse ano ele planeja uma viagem para fora do país: Estados Unidos ou Argentina. "Vou ver se faço a Rota 66 esse ano", almeja. As viagens servem ainda para fazer novas amizades e conhecer lugares diferentes.

O prazer é justamente o que move alguém a ter um hobby. Seja correr, jogar tênis, cantar, meditar ou até mesmo pular de paraquedas! A diversidade é grande, é só escolher o que te traz paz e alegria e tentar encaixar na agenda semanal. Viva a vida!



Serviço: Para mais informações sobre kart em Londrina, acesse www.kartlondrina.com.br