12/05/2020 15:11:53 “Inovar é ganhar dinheiro novo de forma diferente!” 

Fonte: Assessoria da ACIL

Como transformar a sua empresa em meio à crise provocada pelo novo coronavírus? Em live realizada nesta segunda (11) pelo Instagram, Marco Kumura, diretor de Tecnologia e Inovação da ACIL, consultor e especialista em mercado, enumera ações que todo empresário deveria tomar para sair da crise com uma nova estratégia, reinventando o próprio negócio. 

Confira o resumo da live, que teve uma hora de duração:

Em época de incertezas, a gente precisa compartilhar conhecimento para gerar mais certeza na tomada de decisão. Existem dois grandes momentos de decisão nesta crise. O primeiro é o de reestruturação para preservar o caixa e readaptar sua estrutura. O segundo momento de decisão é o mais importante. Às vezes deixamos de pensar na reformatação do próprio negócio. É necessário readaptar seu negócio porque o mundo mudou. E você, mudou?

Realmente a crise tem o poder de acelerar as transformações nos hábitos de consumo. O pessoal vai ficar com nojo de dinheiro. Não vai mais haver moeda em papel e isso vai se refletir numa digitalização bancária muito maior. Mas não nos preocupamos com a população mais carente, e a gente vê que ela não se digitalizou. Basta ver como as filas ainda estão se formando nos bancos. Na China, há cinco anos, os mendigos usavam aplicativos para pedir esmolas.

Essa economia de baixo toque provoca impacto em todas as soluções de consumo, nos clientes, prestadores de serviços e para quem trabalha com varejo. 

Consumo à distância

É preciso se colocar no lugar do consumidor. O novo consumidor vai ficar mais em casa, trabalhar em casa, comprar em casa, aprender em casa, cozinhar em casa e se divertir em casa. E tudo o que estiver relacionado a isso vai ter um boom.

Você, que vende produto para a melhor idade, seria melhor começar a pensar em trabalhar com uma plataforma para atender a esse grupo. 

Se você trabalha em casa, tudo o que envolve o local de trabalho, como computador, móveis e banda larga, terá uma explosão de consumo. 

E você, empresário, já percebeu que não precisa ter todo mundo no escritório? Grande parte dos serviços vai se transformar em trabalho à distância. 

Se você trabalha com vendas, terá que ensinar os seus vendedores a trabalhar com WhatsApp Business, pois seu vendedor não sabe como fazer isso. Você vai ter que treiná-lo para trabalhar à distância, fora do horário.

Capital de giro

Sim, vários negócios vão quebrar. Uma das maiores patologias empresariais é a questão do capital de giro. Sem ele, a empresa sufoca. Uma empresa lucrativa, mas sem capital de giro, quebra. O dinheiro parou de circular e muitas empresas vão ficar pelo meio do caminho. Você vai ter que achar oportunidades nesse bolo todo.

Inovação não é criar. Inovação é fazer dinheiro novo, é ganhar dinheiro novo de forma diferente. Tem três jeitos: o que você faz, como você faz e para quem você faz. Em momentos de incertezas, você pode mudar tudo isso, encontrando novos públicos. 

Se você está desempregado, é uma grande oportunidade para fazer cursos online gratuitos. É uma tendência dos executivos, estudamos cada vez mais online. As faculdades vão ter que se reinventar, as escolas vão ter que se reinventar. Em casa, você nunca sabe se tem uma câmera ligada. A casa mudou e a gente precisa aprender a estudar bastante. 

O delivery veio para ficar, talvez não no mesmo patamar, mas vai ficar acima do que estava. Pessoas que não estavam acostumadas, passaram a usar. É hora de ofertar soluções mais interessantes.

Vamos ver uma busca por diversão, com realidade virtual, realidade aumentada, lives na internet, Netflix, Spotify, tudo isso. 

Estratégia

Na indústria, um dos principais pontos é o modelo de trabalho com sua equipe comercial. Você vai ter que trabalhar melhor a questão do portfólio. As marcas líderes são as que mais vão sofrer porque o consumidor vai pagar mais barato. As marcas seguidoras vão ganhar espaço em soluções. As marcas importadas, com o dólar a R$ 6, ficaram inviáveis. 

Muitas indústrias vão ter que adotar uma estratégia de comportamento diferente, haverá um trade down para marcas seguidoras. Os produtos nacionais serão valorizados e o consumidor vai comprar a ideia. Há uma tendência mundial ao protecionismo e isso é até um estímulo para a industrialização brasileira.

Os representantes comerciais vão se reinventar, viajar menos e visitar menos, para fazer relacionamento. O relacionamento será o diplomata da marca. A venda transacional vai ser feita B2B. O vendedor nunca foi tão importante para fazer essa relação. A indústria vai ter que usar inteligência de prospecção.

Jornada do cliente

Digamos que você quer encontrar um restaurante. Você acha nos buscadores, entra no site, vê o cardápio, vê a rota para chegar no restaurante, vai até lá, é muito bem atendido, o lugar é legal e o cardápio fácil de ler… Tudo isso é a jornada do cliente. É tudo aquilo que o cliente sente ao entrar em contato com a sua marca.

O mundo sempre foi de experiências e agora vai ser muito mais. Não adianta mais ser apenas bonitinho, com temperatura, odor, atendimento. Tem que ser um ambiente limpo e seguro, e mostrar isso. Os consumidores estão mais conscientes em sustentabilidade, ética social e ecologia. A gente tem que ter cuidado com o que a gente fala, porque as pessoas estão conectadas. O processo, hoje, vai escolher cada vez mais um lugar sustentável, ético e ecológico, seguro e limpo, cortês, e, nessa ponte, os colaboradores melhoraram muito, houve uma valorização de próprio emprego.

Os millennials nunca tinham vivido uma crise. Bem vindos ao mundo real. Essa crise não vai ser a última. 

Empregabilidade é olhar as soluções de trabalho de outra forma face ao desafio. É fácil criticar os empresários, mas vai ser empresário no Brasil! É paulada para todo o lado. Ninguém manda embora porque quer, porque é ruim. 

Vamos tentar achar uma solução juntos. Inovar é achar soluções para fazer mais barato, melhor e mais rápido. Você pode fazer isso no seu negócio? A solução, muitas vezes, está com os colaboradores.

Relacionamento

Crie experiências e estabeleça uma força de relacionamento. Este é o mundo do relacionamento. Se você está com dificuldades para vender agora, terá que criar relacionamento e realmente ouvir seus clientes, porque ele também está com problemas.

Não tem nenhuma pessoa que não está sofrendo com isso. Como é que eu posso te ajudar? Você tem que criar um cliente do bem, estabelecer o relacionamento e falar com transparência. Pergunte ao seu consumidor como poderia ajudar. Como posso atender melhor? Ninguém está perguntando porque todos estão preocupados em vender. 

O maior ativo é a sua carteira de clientes. Você, que trabalha com serviços, tem uma carteira de clientes. A indústria e o varejo também têm uma carteira de clientes. 20% da carteira representa 80% dos seus lucros. Você vai pegar esses 20% e vai grudar neles. Não é para vender. Coloque-se à disposição. A compra será consequência. Quando voltar, ele vai se lembrar de quem estava com ele. E 20% dos seus vendedores têm 80% do seu faturamento. Pegue a carteira deles e você vai matar a charada. 

Você que é industrial e vende para o varejo, tem que fazer a mesma coisa, selecionando os clientes que compram todo mês. Você tem que estar próximo.

Se você é prestador de serviços, trabalhe com pacotes específicos. As pessoas não ficaram desesperadas para cortar o cabelo na quarentena? Estabeleça uma relação agora com a carteira de clientes. Faça alianças estratégicas, trocas, crie um produto novo.

Mercado premium

Reduza o mix de produtos das marcas disponíveis em sua empresa. Se o problema é fluxo de caixa, você reduz os produtos para ter mais caixa. Reduza o número de marcas. Ofereça três tipos: produtos de entrada, produtos de meio e produtos premium. O mercado premium não caiu, está muito beneficiador, vendendo bastante. É um mercado que não sofreu com a crise.

Os shoppings não vão acabar. É entretenimento, o pessoal vai com a família. Então não vai acabar. Vai ter que se reinventar. Nada acaba, as lojas físicas não acabaram.

A ACIL é um grande serviço de apoio. A gente está fazendo um trabalho com todos os associados, mostrando o papel que a ACIL teve em toda essa crise para defender o empresário. Convido você a saber um pouco mais sobre isso, a participar da ACIL para conhecer todas as revoluções que estão sendo realizadas na área empresarial.

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