26/07/2014 00:00:00 "Investidores anjos" apostam em empresas com ideias em desenvolvimento

Fonte: Jornal de Londrina

A diretora-executiva da “Anjos do Brasil”, Maria Rita Spina Bueno, esteve em Londrina nesta semana para conversar com um grupo de cerca de 50 pessoas sobre novos modelos de negócios e mostrar possibilidades para que empresários locais invistam em empresas iniciantes, conhecidas por startups.

A Anjos do Brasil é pioneira em fomentar “anjos investidores” por todo o país, além de encontrar startups que precisam de dinheiro para tirar as boas ideias de negócios do papel.

Essas startups começam bem pequenas, às vezes como empresas de garagem, e têm crescimento e lucro rápidos. Maria Rita lembra que, muitas vezes, elas se estruturam por meio de investidores, pessoas físicas que colocam dinheiro em projetos e também as ajudam com consultoria. Conhecidos como anjos, esses investidores têm o papel de guiar os empreendedores em qualquer situação.

Confira abaixo a entrevista que Maria Rita Spina Bueno concedeu ao JL:

JL - O que são as startups?

Maria Rita Spina Bueno - É difícil definir startup, mas em linhas gerais é um negócio com alto potencial de crescimento. É uma empresa iniciante que se diferencia de um negócio tradicional por conta, especialmente, da questão da inovação. Existem várias definições, mas acho que se a gente pensar por aí, é um bom jeito de pensar.

JL – Qual o primeiro passo para iniciar uma startup?

Independente da área de inovação, a empresa precisa entender o que ela representa e onde quer chegar. A partir disso deve procurar identificar seus problemas e, o mais importante, encontrar soluções relevantes. Mas é preciso entender que, por definição, as startups são empresas com alta taxa de mortalidade e que, por isso, o empreendedor precisa se informar, buscar formação mesmo para promover o seu negócio. Quem está começando costuma se sentir muito sozinho, não sabe a quem buscar. A primeira coisa que eu digo é “mantenha uma boa rede de relacionamento”. É preciso se conectar.

JL - Qual é o erro mais comum de quem esta começando?

As pessoas costumam guardar suas ideias, com medo de que alguém vá roubá-la. Isso é um absurdo porque o que precisa ser feito é exatamente o contrário: compartilhar a ideia com o maior número de pessoas possíveis para desenvolvê-la e aperfeiçoá-la. Temos muitos casos em que o compartilhamento das ideias é importante para que novas empresas se desenvolvam naquele segmento e auxiliem na criação do mercado consumidor de determinado produto. Isso é bastante comum, por exemplo, no segmento dos apps [aplicativos para smartphones].

JL – O que falta para o mercado investir em startups?

Falta capacitação e as pessoas entenderem como analisar o potencial de crescimento de uma empresa que não tem histórico físico, que tem apenas uma ideia em desenvolvimento. Particularmente acredito que não faltem opções de investimento. Falta o empreendedor entender qual é o credito apropriado para seu negócio, que pode ser desde um financiamento bancário tradicional, apoio de linhas de crédito, ou até o modelo de negócio que a gente defende, que é de investidores, mais precisamente investidores anjos.

JL - O que é o investimento anjo?

É uma rede de investidores conectados. Os investidores são mais uma opção de crédito. Diferente da oferecida tradicionalmente por bancos, por exemplo, que exige garantias. O investidor incentiva, mas não exige garantias. Em contrapartida, poderá ajudar no desenvolvimento das startups e ter participação nos lucros da nova empresa. Acho que a pessoa não tem que se preocupar em procurar investidores. Tem que se preocupar em mostrar uma ideia bem desenvolvida, ou com potencial para desenvolvimento, para atrair os investidores.

Serviço:

Para conhecer mais sobre a Anjos do Brasil acesse o site oficial da organização.