30/05/2017 07:44:53 Juros fecham em queda com maior otimismo sobre inflação

Fonte: Exame

São Paulo – Os juros futuros encerraram a sessão regular desta sexta-feira, 26, em forte queda tanto nos contratos de curto prazo quanto na ponta longa da curva.

O movimento teve como pano de fundo a melhora das expectativas em relação à inflação de curto prazo, depois que a Petrobras anunciou ontem redução nos preços da gasolina e diante da expectativa de haver mudança na bandeira tarifária da energia, de vermelha para verde, que acabou se confirmando após o encerramento da etapa regular.

Também depois do fechamento, foi divulgada a informação de que a presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos, pediu demissão, com repercussão discreta nos demais ativos.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2017 (454.050 contratos) encerrou em 10,335%, de 10,400% no ajuste anterior.

O DI janeiro de 2018 (219.417 contratos) fechou com taxa de 9,340%, de 9,540% no ajuste de ontem.

A taxa do DI janeiro de 2019 (473.325 contratos) caiu de 9,65% para 9,36%.

O DI janeiro de 2021 (322.879 contratos) passou de 10,68% para 10,49%.

“O cenário é de atividade fraca e a inflação será baixíssima. Por isso, o mercado voltou a apostar em 100 pontos-base de corte da Selic”, afirmou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nos dias 30 e 31.

Ontem, a Petrobras anunciou a redução dos preços nas refinarias em 5,4% para a gasolina e em 3,5% para o diesel.

E, nesta tarde, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a expectativa do mercado e anunciou bandeira verde para o sistema de tarifário de energia, que não prevê custo extra na tarifa.

Em maio, vigora a bandeira vermelha, que embute tarifa extra.

A LCA Consultores calcula em 0,21 ponto porcentual o alívio no IPCA de junho e também no ano.

Apesar da expressiva baixa dos contratos curtos, os longos também cederam, com o mercado apostando que a crise política não deve trazer uma ruptura brusca que possa comprometer os avanços da economia.

“Tivemos vários eventos esta semana que serviram para reforçar ideia de continuidade. Há expectativa de que haverá uma coalização, com o governo conseguindo passar votações mesmo em meio ao caos”, afirmou Serrano.