22/05/2017 08:00:52 Liberação da PR-445 será monitorada por equipe técnica

Fonte: Folha de Londrina

O último trecho das obras de duplicação da PR-445, entre o viaduto da avenida Dez de Dezembro e a avenida Waldemar Spranger, na zona sul de Londrina, foi liberado na manhã de sábado (20). A partir de agora, o impacto do tráfego intenso sobre os viadutos será acompanhado por uma equipe técnica por meio do inclinômetro, equipamento instalado com o apoio do Departamento de Engenharia da UEL (Universidade Estadual de Londrina). 

A liberação da pista foi comemorada pelos motoristas. "Isso vai facilitar a vida da gente. Esse trechinho aqui era bem complicado; Para atravessar esse pedaço, a gente demorava 20 minutos parado. Agora vai ficar bom", comentou o motorista Cleverson Ferreira da Silva ao passar pelo viaduto. Equipes da PRE (Polícia Rodoviária Estadual) e da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), além de representantes do DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná) e do Núcleo Regional da Casa Civil liberaram o tráfego de forma gradativa. 

Conforme o superintendente regional do DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná), Sérgio Selvatici, as medições com o inclinômetro vão auxiliar o monitoramento das condições estruturais dos viadutos. "Foi feita uma medição inicial sem o tráfego. Essa medição vai ser a base de comparação para todas as outras medições. A próxima será feita nesta segunda-feira (22). Os intervalos das medições vão aumentar com o tempo e durante dois anos será feito esse monitoramento", ressaltou. A equipe técnica é formada por representantes do Ministério Público, DER, Ceal (Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina) e da UEL. 

A duplicação da rodovia foi iniciada em 2012 com previsão de entrega para 2014. Alguns trechos foram entregues nos últimos anos. No entanto, adequações ao projeto e falhas estruturais atrasaram o cronograma completo das obras. A construção foi marcada por polêmicas como o aparecimento de rachaduras nos viadutos e de ondulações na pista. Além do prazo, o custo total da obra também foi alterado de R$ 93 milhões para R$ 127 milhões. 

Mudanças na sinalização foram feitas para a liberação da rodovia. Semáforos próximo ao Terminal de Ônibus do Jardim Acapulco foram retirados e o acesso à pista destinada à conversão dos carros foi fechado. As alterações exigem mais atenção dos motoristas. Policiais e agentes da CMTU orientaram o trânsito durante a manhã de sábado. Segundo o tenente Rodrigo Santos Pereira, a PRE fará operação com radares móveis nos próximos dias para conter o excesso de velocidade. "A velocidade máxima permitida é de 80 km/h, mas em dia chuvoso é preciso reduzir mais ainda essa velocidade para se ter mais segurança. A visibilidade fica diminuída, as condições do asfalto ficam prejudicadas e o condutor tem que ter essa conscientização", alertou. 

O coordenador do Núcleo Regional da Casa Civil, Marco Antônio Santi, destacou ainda que separadores de concreto serão colocados na próxima semana em alguns trechos e o DER fará o recapeamento nas marginais da rodovia. Três passarelas para a passagem dos pedestres serão construídas ao longo da PR-445: uma em frente ao Iapar, outra próximo ao Corpo de Bombeiros e uma perto do Residencial San Pablo (entre o shopping Catuaí e o campus da UEL). A passarela de concreto próximo ao Parque Ouro Branco será reformada. No entanto, não há prazos para a conclusão dessas obras. 

ÔNIBUS 
Os itinerários de 15 linhas de ônibus do transporte coletivo que passam pelo Terminal Acapulco sofreram alteração. Conforme a assessoria de imprensa da Prefeitura, mudanças foram implantadas no trajeto das linhas 207 – Acapulco/Unopar Piza; 212 – Jd. Adriana; 214 – Cj. Jamile Dequech; 215 – Jd. Novo Perobal; 219 – Nova Esperança; 226 – Santa Joana; 260 – Usina Três Bocas; 270 – Selva; 600 – Expresso Acapulco/Irerê; 601 – Parador Acapulco; 602 – Terminal Irerê; 605 – Expresso Acapulco; 705 – Rápido Cafezal; 904 – São Lorença/Terminal Oeste; 905 – Acapulco/HU. 

A alteração desagradou alguns moradores. "Vi que tiraram o ônibus da minha rua. Aqui não está passando mais o 601. Vou ter que descobrir pra onde foi", comentou a dona de casa Sônia Rosa Caetano.