25/02/2015 00:00:00 Londrina e Maringá lideram valorização de usados em 2014

Fonte: Jornal de Londrina

A estabilidade de preços prevista para o setor imobiliário parece não ter atingido o mercado de usados da região Norte do Paraná. Em 2014, os imóveis residenciais à venda em Londrina e Maringá tiveram reajuste acima do índice de aumento acumulado no ano anterior e superiores aos registrados em outras cidades, incluindo Curitiba.

Na Cidade Canção, a valorização foi de 10,8% entre janeiro e dezembro de 2014, 1,8 ponto porcentual acima do aumento registrado em 2013. Em Londrina, o reajuste de 9,2% nos preços fez com que a variação fosse ainda maior, ficando 2,4 pontos porcentuais acima do acumulado do ano anterior. Os dados são do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), vinculado ao Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), que analisou a variação do preço em cinco cidades do estado, incluindo Curitiba, Ponta Grossa e Cascavel.

Os índices também fizeram com que a valorização nas cidades da Região Norte ficasse acima da inflação registrada no período, que foi de 6,4%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para Maurício Ribas Moritz, presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR, o equilíbrio mais acentuado entre a oferta e a procura nestas duas cidades foi responsável por manter a valorização. “Estas cidades não sofreram a pressão dos grandes condomínios, conseguindo manter o índice acima da inflação. Acredito que Maringá viva um período ainda mais iluminado, com um mercado aquecido que deve demorar mais para sentir o reflexo do recuo da valorização”, diz.

Educação e serviços

O perfil dessas cidades, que se transformaram em polos para os municípios vizinhos, é outro aspecto que fez com que a valorização ficasse acima da média. Manoel Gonçalves de Oliveira Neto, diretor de imóveis prontos da DMX Imóveis, de Londrina, diz que a oferta de universidades e a chegada de novas empresas, principalmente no setor de comércio, ajudam a movimentar o mercado imobiliário na região.

“Muitos jovens e famílias, até de cidades como Marília e Ourinhos [em São Paulo], compram imóveis em Londrina para vir estudar ou fazer turismo de final de semana. Maringá, por sua vez, é mais polarizada para a população das cidades do Mato Grosso do Sul, que vêm em busca de comércio, serviços médicos e educação”, explica o diretor.

A venda de imóveis mais novos de dois ou três dormitórios – adquiridos e revendidos por investidores –, que se encaixam no perfil de compra dos clientes, é outro ponto que puxa a valorização, na opinião de Neto. Na DMX, cerca de 60% dos imóveis comercializados são apartamentos, dos quais 80% tem menos de três anos de entrega.