13/10/2014 00:00:00 Movimento agrada comerciantes em Londrina

Fonte: Folha de Londrina

O movimento no comércio londrinense na véspera do Dia das Crianças dividiu a opinião dos lojistas do centro e dos shoppings da cidade. Enquanto para alguns as vendas ficaram abaixo do esperado, a maioria que conversou com a reportagem da FOLHA confirmou que as vendas fecharam melhores em comparativo ao ano passado, principalmente tratando das lojas de brinquedos. 

Os comerciantes, portanto, confirmaram a pesquisa recente da intenção de compras no Paraná, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR). O levantamento revelou que 82% dos paranaenses gostariam de presentear as crianças hoje. O restante, 18%, por falta de dinheiro ou de crianças próximas, optaram por não gastar na data. No ano passado, a intenção de compras para o mesmo período foi de 65%. A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) não realizou pesquisa neste ano. 

Elaine Lombardi Furtado, proprietária da loja Brinquedo Feliz, que oferece uma gama de produtos educativos, trabalhou pela segunda vez no Dia das Crianças. Com a loja aberta há pouco mais de um ano no centro de Londrina, o crescimento nas vendas deve variar entre 10% e 15% nesta data. "Nossa elevação das vendas acontece mês a mês, até porque não trabalhamos apenas com a loja, mas também atendemos empresas através de um carro com nossos produtos e pelo site. Sem dúvida alguma, percebemos uma melhora no Dia das Crianças deste ano", explicou. 

Mesmo com o estabelecimento bem movimentado ontem pela manhã, o gerente da loja de brinquedos Renascer, Jesus Custódio Ribeiro, disse que o movimento foi pior do que em 2013. "Está mais fraco, mas só conseguirei fazer um saldo depois que fecharmos hoje (ontem) no final da tarde. O Dia das Crianças dá um movimento curto para nós, de três dias, e a média de gastos dos clientes varia entre R$ 150 a R$ 200." Já a operadora de caixa da loja Tony Toys, no Shopping Boulevard, mal conseguiu conversar com a reportagem devido ao movimento de ontem. "É nosso primeiro ano e durante toda a semana se vendeu muito bem. A loja está completamente lotada." 

Para os consumidores que consideram a data significativa para a criançada, não há uma média estipulada de valor para se gastar no presente, que depende do gosto da criança. A dona de casa Álida Lopes dos Santos estava em busca de presentes para três sobrinhos e a filha de 12 anos. "Sempre compro uma lembrança. Vale a pena pela alegria deles. Acredito que este ano vou gastar em torno de R$ 200 e pretendo pagar à vista e não levar dívidas para o Natal." 

Já o casal Alexandre e Franciele Sekki levaram a pequena Bianca, de 4 anos, para escolher o presente. Logo que chegou na loja, a menina já se encantou com um bercinho para bonecas. Sekki comentou que no ano passado o Dia das Crianças foi bem salgado, já que compraram uma motocicleta elétrica no valor de R$ 900. "Este ano pretendemos gastar menos e chegar no máximo de R$ 100. Queremos comprar à vista e evitar parcelamentos", explicou. 

O motorista Domingos Barros também gosta de levar os filhos para escolher os presentes. Para ele, é um momento de confraternização da família e uma aventura para as crianças, Mateus, 10, e Letícia, 6. "Percebi que alguns brinquedos estão mais caros este ano. Primeiro deixo eles escolherem o que querem, mas depois vou controlando o que vamos levar, para evitar que eles extrapolem nos valores." 

Não é o caso do também motorista Manassese Lacerda, que estava escolhendo um brinquedo para o filho que mora em São Paulo. "Como não estou com ele todos os dias, sempre invisto um pouco mais no Dia das Crianças. É uma forma de agradá-lo. Vale a pena, por isso vou gastar em torno de R$ 200", finalizou ele.