23/07/2015 00:00:00 Nova Sergipe espera por mobiliário urbano

Fonte: Jornal de Londrina

As lixeiras antivandalismo, desenvolvidas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) são uma aposta dos comerciantes e moradores da Rua Sergipe para a resolução definitiva dos problemas com a coleta do lixo. Enquanto o mobiliário não é instalado, eles contam com um sistema de coleta de reciclados em containers e de orgânico em horário fixo. Para a CMTU, “apesar do vandalismo”, o sistema adotado especialmente com as lixeiras containers de 140 litros, tem funcionado bem, não só na Sergipe como em todo o calçadão.

Segundo Ângelo Pamplona da Costa, do Ângelo Restaurante, o horário fixo no fim do expediente para coleta de rejeitos e lixo orgânico tem funcionado, mas os comerciantes precisam estar em sintonia fina com a coleta, que funciona diariamente a partir das 18 horas. “O número de containers para reciclados pode ser maior.

A adequação definitiva para essa questão do lixo deve vir com o mobiliário, que já está orçado e deve ser instalado logo”, disse Pamplona, respondendo às dúvidas do comerciante Carlos Alexandre de Oliveira, 29 anos, que veio de Foz do Iguaçu e está inaugurando na Sergipe a Gran Lago, loja especializada em produtos para confeitaria.

“As lixeiras para reciclagem não são suficientes e é estranho colocar o lixo orgânico na calçada.” Oliveira quer exatamente o que o mobiliário promete. “A Prefeitura deveria pensar em algo fixo, que seria melhor tanto para os coletores e para a comunidade”, disse.

O gerente da Formaflex Colchões, Josélio Camacho, disse que uma experiência com tambores de plásticos, colocados pelos comerciantes em dezembro, não vingou. Os tambores foram vandalizados ou furtados. “Enquanto não houver educação e consciência é assim. Tem pessoas que não ajudam em nada e só destroem.”

O superintendente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Diego Menão, faz parte do grupo Nova Sergipe, que trabalha desde 2009 pela revitalização da rua. Segundo ele, há quatro meses o grupo vem distribuindo informativos sobre os dias da coleta do lixo e o funcionamento do sistema. “É preciso estar em sintonia com os horários de coleta. Um sistema mais avançado vai depender de recursos e principalmente da consciência do cidadão para ter uma cidade mais limpa”, disse Menão.