15/07/2015 00:00:00 Pesquisa reforça vocação de Londrina para turismo de negócios

Fonte: Jornal de Londrina

Uma pesquisa inédita, realizada durante a Movelpar e a ExpoLondrina pela Chiusoli Pesquisas, a pedido do Sebrae, mostrou que o turista de negócios gasta, em média, cerca de R$ 300 por dia em Londrina e que, no caso da ExpoLondrina, por exemplo, o gasto total em cinco dias ultrapassa os R$ 1.534. A pesquisa foi apresentada ontem, na abertura do ciclo de seminários sobre Turismo de Negócios e Eventos, realizado pelo Sebrae para empresários do setor.

Conforme o estudo, os últimos cinco grandes eventos realizados na região – Olímpiada da Juventude, Encontro Anual de Iniciação Científica, Vestibular, Movelpar e ExpoLondrina - renderam à cidade cerca de R$ 33 milhões em hospedagem, alimentação, transporte e compras. “Mesmo assim, os empresários ainda não veem Londrina como uma cidade turística e isso é ainda pior no segmento de restaurantes”, disse a consultora e gestora da área de Turismo de Negócios do Sebrae, Simone Millan Shavarski.

A pesquisa integra uma série que está sendo realizada a cada evento de grande porte na cidade. As pesquisas apontam que o turista de negócios de Londrina é homem (74%) com média de idade de 44 anos, com curso superior (78%) e renda acima de R$ 5 mil (73%).

Segundo Simone, na avaliação geral de Londrina feita pelo turista, a cidade foi considerada ótima ou boa por 90% das pessoas no quesito hospitalidade. Mas a cidade deixa a desejar quando o assunto é sinalização turística – a pior avaliação – e serviço de táxi. “Queremos sensibilizar a população e os órgãos públicos para começarem a pensar Londrina como uma cidade turística.”

Presidente do Londrina Convention & Visitors Bureau e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Londrina (Abrasel), Arnaldo Falanca diz que ainda é difícil para o empresário do setor gastronômico se sentir dentro do trade turístico. Principalmente porque não consegue identificar o turista de negócios na cidade. “Porém, estamos trabalhando há tempos para mudar essa situação. Hoje, 40% do faturamento do turismo brasileiro está na área de gastronomia, que emprega 50% da mão de obra do turismo.”

Táxis

O gerente de Trânsito da CMTU, Wilson de Jesus, disse que é preciso ver, além da real necessidade, a estabilidade socioeconômica da categoria. “Não podemos simplesmente implantar mais carros no sistema se ele não comportar.” A intenção, explicou ele, é ampliar os serviços aos poucos. Entre agosto e setembro deve ser lançado o edital de licitação para mais “36 a 40 táxis em vários pontos da cidade”.