16/09/2014 00:00:00 Prefeitura faz revitalização do Bosque de Londrina

Fonte: Telma Elorza/Jornal de Londrina

Daqui a 15 ou 20 dias, os londrinenses vão poder desfrutar de um Bosque "repaginado". A Secretaria Municipal de Obras está intensificando os trabalhos de readequação, baseada em projeto elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). As obras começaram há duas semanas, com verbas próprias e mão de obra da secretaria. “Nem fizemos o levantamento de quanto vamos gastar porque tudo está sendo feito com sobras de material de outras obras e equipe própria. Não tivemos que licitar nada”, informou nesta terça-feira (16) o secretário de Obras, Walmir Matos.

A ideia principal do projeto é que os usuários do local e os transeuntes não sofram mais com o problema de fezes de pombos, uma das grandes reclamações. Para isso, as calçadas vão mudar de lugar. O projeto final é um consenso entre Obras, Ippul, Sema, CMTU e Secretaria de Cultura, com sugestões da população, baseado na audiência pública sobre o Bosque, em maio deste ano.

Segundo o secretário, onde hoje está a calçada que o público utiliza para atravessar o Bosque, será plantado grama, que vai absorver a sujeira das pombas. “O pedestre vai passar pela área central do Zerinho, onde serão construídas duas áreas de acesso. A pista de caminhada não será perdida, só que terá um formato de I, com duas pequenas rotatórias nas pontas, para que a pessoa possa ir e voltar sem perder o ritmo e não haja disputa de espaço com os transeuntes”, explicou.

Além dessas modificações, Matos afirmou que a iluminação decorativa já está sendo trocada – com a substituição dos postos ornamentais por outros de concreto, com lâmpadas de vapor metálico. O pavimento da pista de caminhada também será melhorado, com colocação de novos pedriscos e as mesas de lazer instaladas terão calçadas embaixo. “Vamos incluir mais vasos de flores e a Sema plantará novas flores nas muretas existentes.”

Segundo o diretor operacional da Sema, Marcos Vinícius Tersariol, a secretaria está fazendo a limpeza interna do Bosque, com a retirada da serapilheira (mistura de fezes das aves com galhos e folhas em decomposição) – responsável pelo odor desagradável –, lavagem das áreas cimentadas e será responsável pelo plantio do gramado e flores. “Também vamos fazer a poda das árvores nas bordas do espaço para evitar que as pombas fiquem ali”, explicou. De acordo com ele, nesta ordem de serviço não consta a instalação de novos refletores de vapor de sódio, com potência de 400 W, que já se provaram eficazes na dispersão dos pombos. “Eu sei que está no plano da Sema novas instalações, mas não deve ser nesse momento porque isso depende de compra”, disse.

Para a doméstica Maria Terezinha de Souza, 54 anos, que passa por ali todos os dias, a reforma do Bosque veio em bom momento. “Em dias de calor, isso daqui fica uma fedentina, ninguém consegue respirar por perto. E se está assim agora, imagina em dezembro.” Segundo ela, o Município demorou demais para mexer. “Já tinha que ter reformado há muito tempo”, disse. Já um taxista, que não quis se identificar, afirmou que o dinheiro da reforma será gasto à toa se não houver manutenção. “Não adianta reformar e depois não cuidar. Para nós, taxistas, seria muito melhor se abrissem essa rua. Acabava esse problema.”

 

 Fonte: Telma Elorza/Jornal de Londrina

Daqui a 15 ou 20 dias, os londrinenses vão poder desfrutar de um Bosque "repaginado". A Secretaria Municipal de Obras está intensificando os trabalhos de readequação, baseada em projeto elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). As obras começaram há duas semanas, com verbas próprias e mão de obra da secretaria. “Nem fizemos o levantamento de quanto vamos gastar porque tudo está sendo feito com sobras de material de outras obras e equipe própria. Não tivemos que licitar nada”, informou nesta terça-feira (16) o secretário de Obras, Walmir Matos.

A ideia principal do projeto é que os usuários do local e os transeuntes não sofram mais com o problema de fezes de pombos, uma das grandes reclamações. Para isso, as calçadas vão mudar de lugar. O projeto final é um consenso entre Obras, Ippul, Sema, CMTU e Secretaria de Cultura, com sugestões da população, baseado na audiência pública sobre o Bosque, em maio deste ano.

Segundo o secretário, onde hoje está a calçada que o público utiliza para atravessar o Bosque, será plantado grama, que vai absorver a sujeira das pombas. “O pedestre vai passar pela área central do Zerinho, onde serão construídas duas áreas de acesso. A pista de caminhada não será perdida, só que terá um formato de I, com duas pequenas rotatórias nas pontas, para que a pessoa possa ir e voltar sem perder o ritmo e não haja disputa de espaço com os transeuntes”, explicou.

Além dessas modificações, Matos afirmou que a iluminação decorativa já está sendo trocada – com a substituição dos postos ornamentais por outros de concreto, com lâmpadas de vapor metálico. O pavimento da pista de caminhada também será melhorado, com colocação de novos pedriscos e as mesas de lazer instaladas terão calçadas embaixo. “Vamos incluir mais vasos de flores e a Sema plantará novas flores nas muretas existentes.”

Segundo o diretor operacional da Sema, Marcos Vinícius Tersariol, a secretaria está fazendo a limpeza interna do Bosque, com a retirada da serapilheira (mistura de fezes das aves com galhos e folhas em decomposição) – responsável pelo odor desagradável –, lavagem das áreas cimentadas e será responsável pelo plantio do gramado e flores. “Também vamos fazer a poda das árvores nas bordas do espaço para evitar que as pombas fiquem ali”, explicou. De acordo com ele, nesta ordem de serviço não consta a instalação de novos refletores de vapor de sódio, com potência de 400 W, que já se provaram eficazes na dispersão dos pombos. “Eu sei que está no plano da Sema novas instalações, mas não deve ser nesse momento porque isso depende de compra”, disse.

Para a doméstica Maria Terezinha de Souza, 54 anos, que passa por ali todos os dias, a reforma do Bosque veio em bom momento. “Em dias de calor, isso daqui fica uma fedentina, ninguém consegue respirar por perto. E se está assim agora, imagina em dezembro.” Segundo ela, o Município demorou demais para mexer. “Já tinha que ter reformado há muito tempo”, disse. Já um taxista, que não quis se identificar, afirmou que o dinheiro da reforma será gasto à toa se não houver manutenção. “Não adianta reformar e depois não cuidar. Para nós, taxistas, seria muito melhor se abrissem essa rua. Acabava esse problema.”