11/08/2014 00:00:00 Em dois anos, Pronatec qualifica 2,4 mil pessoas em Londrina

Fonte: Folha de Londrina

Desde que foi lançado pelo governo federal, em 2011, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) computou cerca de 8 milhões de matrículas em cursos oferecidos em todo o País. São jovens e adultos que conseguiram qualificação profissional através do programa. Em Londrina, desde que o Pronatec foi implantado em meados de 2012, já foram qualificadas cerca de 2,4 mil pessoas. Outras 4,8 mil estão matriculadas e mais 3,5 mil poderão se inscrever, a partir de hoje, em cursos técnicos voltados a quem já concluiu o ensino médio.

Tipos de cursos

Atualmente, o programa é financiado principalmente por cinco ministérios – do Desenvolvimento Social (MDS), da Educação (MEC), das Comunicações (MC), do Trabalho e Emprego (MTE) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Em Londrina, o Sistema S – Senai, Senac e Senat – e Instituto Federal do Paraná (IFPR) oferecem todos os tipos: técnico para quem concluiu o ensino médio; técnico para quem está matriculado no ensino médio; e Formação Inicial e Continuada (Fic) ou qualificação profissional, para trabalhadores, estudantes de ensino médio e beneficiários de programas federais de transferência de renda. Já as universidades Unifil, Unopar e Pitágoras, além da empresa Atos, oferecem apenas o Pronatec Educação, para formação de jovens e adultos que já concluíram o ensino médio. A maioria começou a oferecer o programa no final do ano passado, quando o governo federal permitiu que instituições de ensino superior privadas passassem a oferecer os cursos técnicos.

Demanda

Hoje, os cursos são ofertados com base na demanda de mão de obra especializada. “Londrina, por exemplo, é uma cidade reconhecida como importante centro de saúde, com muitas oportunidades na área. Também é polo de negócios imobiliários, com forte movimentação na construção civil. Nossos cursos suprem as necessidades desses segmentos”, diz a coordenadora da UniFil Técnicos, Valéria Motta dos Santos. No Senai, o coordenador de Educação, Marcelo Stik, diz que a média de absorção dos alunos pela indústria é grande. Segundo o Senai, a cada 20 alunos formados, 7 saem com ocupação garantida.

Já os cursos do Pronatec MDS são voltados à qualificação profissional de uma população de baixa renda. De acordo com a interlocutora do Pronatec MDS em Londrina, a assistente social Valéria Bezerra de Oliveira, da Secretaria Municipal de Assistência Social, o objetivo do programa é dar oportunidade para que essas pessoas possam ser inseridas no mercado de trabalho. “Esses cursos são voltados prioritariamente a pessoas que estão no Cadastro Único, cuja renda familiar não ultrapasse três salários mínimos [cerca de R$ 2,2 mil] ou meio salário mínimo per capita [R$ 362]”, explica. “São cursos rápidos. Em três meses, a pessoa sai um profissional capacitado para atuar no mercado de trabalho.”

De acordo com Simone Ribeiro Bragamonte, interlocutora do Pronatec no Sest/Senat, de todos os matriculados no sistema, 85% concluem os cursos. “O maior número de desistência se dá por retorno do aluno no mercado de trabalho.”

Serviço - As inscrições para o Pronatec podem ser feitas a partir de hoje, pelo sitesisutec.mec.gov.br.

Curso técnico ajudou Mayara a definir futuro profissional

Mayara Vieira Moraes, 17 anos, é uma das atuais alunas do curso de Técnico em Automação Industrial ofertado pelo Senai na categoria subsequente ao ensino médio. E, segundo ela, o curso mudou seu futuro profissional. “Eu tentei entrar no curso de técnico em informática, mas não tinha vagas. Aí uma amiga me aconselhou a fazer esse e eu gostei muito.” Segundo Mayara, foi a partir deste curso que ela definiu que quer ser engenheira elétrica.

Mayara se forma em dezembro e quer encontrar um emprego na área. “Ter um curso técnico no currículo, qualquer que seja, ajuda muito.” Ela estimula mais jovens a fazerem cursos do tipo. “Dá uma boa autonomia e bom conhecimento para a carreira.”