01/09/2015 00:00:00 Lista das mil maiores tem cinco empresas de Londrina

Fonte: Folha de Londrina

O Paraná tem 73 empresas na lista Valor 1000 de 2015. O ranking do Jornal Valor Econômico, que chegou à 15ª edição, lista as mil maiores organizações do País, conforme suas receitas líquidas. Todos os números se referem ao ano de 2014. Curitiba e Região Metropolitana (RMC) respondem por 57% das paranaenses. Londrina e Maringá têm cinco empresas cada.

A primeira empresa do Paraná é a Copel, que ficou em 36º lugar nacional, com uma receita líquida de R$ 13,9 bilhões. No ano passado, a companhia tinha aparecido em 51º lugar. Entre as 35 empresas de outros estados que vieram antes da Copel, está a Petrobras, em primeiro lugar, com receita de R$ 337,2 bilhões, e a JBS, em segundo, com R$ 120,4 bilhões. A Petrobras sempre esteve em primeiro, mas a JBS subiu uma posição, trocando o segundo lugar com a Vale, que foi para terceiro, com uma receita líquida de R$ 88,2 bilhões.

Depois da Copel, a montadora Renault, que tem sede em São José dos Pinhais, é a segunda do Paraná a figurar entre as mil. Com R$ 8,9 bilhões de receita, ficou em 51º lugar, resultado inferior ao 44º da lista anterior.

Já a primeira londrinense é a Cooperativa Integrada, 21º lugar no Estado e 271º no Brasil. A receita da empresa foi de R$ 1,8 bilhão. No ano passado, a Cooperativa aparecia em 279º lugar, ou seja, subiu 8 degraus. Na sequência, vem a Adama (28ª no Estado e 380ª no País). A empresa, que produz agroquímicos, teve R$ 1,2 bilhão de receita líquida em 2014. E ganhou várias posições, já que, no anterior, estava na 411º lugar.

A construtora Plaenge é a terceira londrinense, aparecendo em 42º no Paraná e 559º no País. Com receita de R$ 821 milhões, a empresa perdeu posições no ranking nacional. No ano passado, aparecia em 494º. Quarta de Londrina, a Cacique de Café Solúvel ocupa a 46ª posição no Estado e 591ª no Brasil. Na lista anterior, apareceu em melhor posição (550º). Tendo se inscrito pela primeira vez na iniciativa do Valor, a A.Yoshii Engenharia ficou em 50ª posição no Estado e 650º no Brasil. A construtora teve receita líquida de R$ 679,9 milhões em 2014.

Agronegócio

Entre as 73 empresas paranaenses que figuram na lista Valor 1000, estão 13 cooperativas agropecuárias. Juntas, elas tiveram uma receita líquida de R$ 28,8 bilhões no ano passado, ou 22% do total de um total de R$ 131,3 bilhões (soma da receita de todas as do Paraná).

Presidente da Integrada, Jorge Hashimoto comemora a boa posição da cooperativa. "No ano passado, nós crescemos 10%. Nosso desempenho é o resultado da confiança dos 8.200 cooperados e também de uma gestão profissionalizada", declara. Apesar do aprofundamento da crise econômica, Hashimoto diz que a Integrada continuará a crescer em 2015. O índice projetado é acima de 10%. "Estamos investindo muito em agroindustrialização e consolidando nossas bases no Paraná. Além disso, neste ano demos um passo a mais, inaugurando unidades no interior de São Paulo", justifica.

O diretor do grupo Plaenge, Alexandre Fabian, afirma que a presença da empresa entre as maiores do País é fruto de um "trabalho de planejamento e de uma gestão bem conservadora financeiramente". "Estamos aproveitando oportunidades na hora certa, chegando a novos mercados, inclusive passando a atuar no Chile", destaca. O empresário acredita que, apesar do "cenário macroeconômico pior", as regiões nas quais o agronegócio predomina sentem menos a crise. "Ciclos de pessimismo vão e voltam. Mas nós continuamos vendendo", declara.

Para o diretor de Controladoria da A.Yoshii, Akira Otsuka, o fato de participar pela primeira vez da iniciativa e estar entre as mil é um grande feito. "Trata-se de uma lista nacional que inclui todos os segmentos. Para a empresa é muito importante", ressalta. Ele afirma que a construtora vê a crise "com os pés no chão" e que está se adaptando à nova situação do mercado. "Confiamos na nossa região. Continuamos fazendo investimentos, chegando pela primeira vez no mercado de Curitiba, com o lançamento do primeiro empreendimento na capital em setembro", destaca.