24/08/2015 00:00:00 Seis erros na hora de “vender” sua ideia de negócio e como evitá-los

Fonte: Jornal de Londrina

A missão é difícil e faz parte da rotina dos startupeiros: expor, em até cinco minutos, sua proposta de negócio a potenciais investidores. Os “pitchs” – ou elevator pitch, que remete ao tempo de uma conversa no elevador, referente ao tempo curto que muitos empreendendores têm para convencer parceiros – são modelos de apresentação comuns nas rodadas de negócios entre as empresas de base tecnológica. Precisam ser claros e atraentes, coerentes com a proposta e suficientemente atraentes para chamar a atenção de quem tem dinheiro para apoiar o empreendimento.

A consultora Désirée Young, fundadora da Venture Walk Businesse Partners, empresa especializada em desenvolvimento de lideranças, ensina executivos e empreendedores a ganhar confiança e clareza na sua comunicação, garantindo melhores resultados em eventos corporativos ou de captação de recursos. Désirée participou do Sage Summit 2015, realizado em New Orleans no fim de julho, pelo Grupo Sage, especializado em sistemas digitais para pequenas e médias empresas. Durante sua apresentação, destacou os seis erros que podem colocar a apresentação de um negócio promissor por água abaixo. Confira.

– Definir o objetivo: não saber qual é a finalidade da apresentação pode ser um mau começo. Quando é preciso levantar recursos, é importante deixar claro quanto a empresa precisa e em que o recurso será aplicado. Para a empresa, inteira ou em participações, Désirée lembra que é preciso deixar claro as razões que o possível comprador tem para adquirir o negócio. E para dar o pontapé inicial, o ideal é deixar claro quais as ofertas do empreendimento.

– Estilo do empreendedor: no método de Désirée, difundido por meio da sua empresa Venture Walk Business, a consultora divide os empreendedores em quatro personalidades. O Tubarão tem afinidade com números e finanças e a língua afiada ajuda no discurso claro, que vai direto ao ponto. O Foca faz muito barulho e é encantador com seu bom humor e facilidade com piadas. O Golfinho é um bom ouvinte, tem personalidade e faz conexões emocionais com a plateia. Já o Pinguim tem um perfil mais professoral, rico de informações e detalhes, e capricha na oratória. “A dica é identificar a própria personalidade, ou os aspectos positivos de cada um, e explorá-los no discurso”, diz.

– Clareza: sem esquecer o objetivo que cada pitch deve ter (volte ao item 1), o empreendedor precisa focar na ideia mais importante, a que vai esclarecer para o investidor os motivos que vão convencê-lo a aportar no negócio. No discurso de Désirée, ela ensina a limpar o nevoeiro, ligando os pontos para fazer o melhor desenho da empresa.

– Sem dores: a tendência do empreendedor é reclamar do que não pode fazer por falta de apoio ou dinheiro, enquanto o mais importante é demonstrar todo o potencial de realização que o empreendimento oferece. “Não fixe o discurso na sua dor”, alerta a consultora.

– Assertividade: na ânsia de destacar sua proposta de negócio, empreendedores tendem confundir o que é diferente com o que é especial. “São conceitos distintos, que não devem ser tratados da mesma forma no discurso. Para isso, é importante evitar comparações e apostar no contraste que a proposta tem em relação ao mercado”, diz.

– Foco: Désirée faz uma alerta para ajudar na construção do discurso do empreendedor, que deve manter a atenção no perfil do cliente, dando delimitações claras para seu futuro investidor, e assim ajudá-lo na decisão. “Se você acha que todo mundo é seu cliente e ninguém é seu concorrente, você está errado.”