16/09/2015 00:00:00 Semana do Empreendedor Digital: conexão para negócios

Fonte: Susan Naime - Revista Mercado em Foco - ACIL

A internet se tornou o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas do rádio e da TV. Não é a toa que a extensão da empresa física para a empresa digital está acontecendo muito mais rápido do que se imagina. Em 2016 o Brasil deverá ser o 4º maior mercado de e-commerce do mundo, segundo um estudo da consultoria italiana Translated. O dado crava em definitivo a importância do setor para o desenvolvimento no mercado.

É neste cenário completamente aquecido que a ACIL prepara a 4ª edição da Semana do Empreendedor Digital. De 20 a 22 de outubro a entidade se transformará em um verdadeiro celeiro de informações digitais. “O meio digital não é mais uma tendência. É uma realidade. As possibilidades são muito amplas e a gente vê que está em processo de profunda ebulição dessas soluções. A ACIL também vive isso. Um exemplo é o Cidade na Vitrine (quadro abaixo), um serviço gratuito que a entidade disponibiliza para que os seus associados possam aproveitar desse ambiente online e próximo do seu consumidor”, ressalta o superintendente da ACIL, Diego Menão.

A programação do evento não deixa a desejar. Profissionais de referência no segmento nacional prometem apresentar as melhores oportunidades do cenário virtual. O pontapé inicial fica por conta do jornalista e comunicador de TV Marcelo Tas.


Durante os três dias a Semana do Empreendedor Digital fará uma
abordagem aberta sobre as tendências e os desafios que as empresas enfrentam diante de um mercado cada vez mais competitivo. “Procuramos trazer na programação do evento temas relacionados à criatividade, soluções e investimento para atender segmentos que estão ligados ao varejo, prestação de serviço e a indústria. A ACIL quer provocar esse caminho para as empresas serem mais competitivas”, adianta Diego Menão.



Uma nova era nos negócios


Empresas inovadoras trabalham periodicamente para se adequar a realidade do ambiente online. Mas quais as melhores decisões diante da infinita rede de informações e oportunidades que a web oferece? A consultora empresarial especialista em marketing digital Sheila Dal-Ry é enfática ao afirmar que é preciso planejamento e muita pesquisa. “Desenhar um modelo de negócio depende dos objetivos da empresa. Uma loja virtual pronta pode custar desde R$ 6 mil até R$ 200 mil. Eu sempre sugiro que o projeto comece menor. A não ser que o capital seja muito grande porque a manutenção é alta”, alerta.


Apesar do sucesso de alguns grandes negócios exclusivamente virtuais, as lojas físicas que aliam suas estratégias à web contam com vantagens bem interessantes. “O maior diferencial é que ela já tem a credibilidade de mercado por ter uma loja física. A concorrência online é muito grande e a tendência é crescer ainda mais. Os consumidores acabam confiando mais suas compras nas empresas que também tem a loja física”, explica Sheila Dal-Ry.


Para as empresas, estar ou não no meio digital não é mais uma questão de escolha. O atual mercado exige praticidade, rapidez e bom conteúdo. E todos esses fatores podem ser encontrados na internet. “Quem quiser se manter competitivo precisa estar no ambiente digital. Sem falar da insistência e do espírito empreendedor. Se a empresa pensar em ser apenas mais um negócio, a chance de dar certo é menor. Agora, se tiver comunicação interligada com o público-alvo, foco e diferencial na entrega, com certeza dará certo”, analisa a consultora.


Dentro do ambiente online diversas são as ferramentas que dão força para as atividades das empresas. Contudo, é importante avaliar qual é adequada para cada segmento. “O e-mail marketing ainda funciona como influência e posicionamento. É como se fosse um outdoor que irá lembrar que sua marca existe. Ao longo prazo esse método traz retorno. A rede social é tudo, mas nem todas servem para qualquer tipo de atividade. O Google é indispensável. O Youtube também está ganhando muita força e estreita o relacionamento. E o índice de compra tem aumentado muito através do Whats App. Mas para a geração que não se adequou muito a esse aplicativo é válido manter o chat pela loja virtual”, indica Sheila Dal-Ry.



A dinâmica do varejo


Entender o comportamento do consumidor e as suas sensações no momento da compra é um dos desafios mais fascinantes para a consolidação do varejo. Inovar, talvez, seja a palavra-chave para movimentar os negócios com sucesso, principalmente num cenário cada vez mais dinâmico. Mas como entender as particularidades para o varejo físico e para o varejo online? O tema será
abordado durante a Semana do Empreendedor Digital por Ricardo Cabianca, CEO da Sépha Perfumaria. Ele é responsável por conduzir toda a operação de e-commerce da empresa e promete dividir sua bagagem de mais de 25 anos com os empresários londrinenses.


A grande vantagem da compra online é a comodidade. O cliente pode adquirir o produto de casa, a qualquer hora, com tranquilidade. A loja física pode oferecer na hora o experimento, a degustação, o aroma. O comércio eletrônico precisa usar e abusar da tecnologia, carregar sua página e produtos com informações que impactam o consumidor para que ele tenha subsídio e poder de decisão na hora da compra”, pontua o profissional, em entrevista à Mercado em Foco. “O meio online está muito voltado para a atualidade, alcança público e regiões que a loja física não alcançaria”, completa.


Engana-se quem ainda acredita na velha percepção de que a loja online é mais barata que a loja física. Na vida real, o casamento dos dois ambientes é a fórmula perfeita para um resultado positivo. “Eu costumo dizer que as crises de mercado são o dilúvio de Noé. Irá sobreviver quem é forte e está organizado e não necessariamente quem tem dinheiro. É por que junto com a crise surgem outros problemas, como os impostos. E o consumidor, por sua vez, está muito maduro, mais confiante e sabe onde pesquisar antes de fazer a sua compra. O empresário precisa colocar em prática a criatividade, a paciência e a coragem. Só assim será possível enxergar todas essas oportunidades que estão surgindo e abraçá-las com inteligência”, enfatiza Cabianca. 



Tendências e oportunidades


Já é possível afirmar que o empresário que busca multiplicar o potencial de suas vendas deve, insistentemente, apostar na tecnologia como um fator aliado para o seu sucesso. Para especialistas no assunto, o inbound marketing é uma dessas fortes estratégias de mercado. Mais que uma forma de publicidade online na qual a empresa oferece seus produtos ou serviços, o objetivo é conquistar o interesse dos clientes e fidelizar a marca da empresa.


“A mídia digital é muito mais barata que a mídia tradicional. Ela é funcional, assertiva e mensurável. É possível saber se o resultado está sendo eficaz através de ferramentas gratuitas e de fácil utilização, como o Google Analytics”, explica o sócio-fundador da Goomark Comunicação e Marketing para PME, Luis Felipe Cota. Ele será um dos palestrantes da 4º Semana do Empreendedor Digital.


Para despertar o interesse de clientes também no mundo virtual, Cota aconselha a utilização do Google como o primeiro passo para a mídia digital. “O Google é a base de toda estratégia. O empresário começa a atrair o seu cliente potencial, conquista a sua confiança e posteriormente amadurece sua marca em outros mecanismos, como blog corporativo e site. O consumidor já perdeu o medo de comprar pela internet. E tenho certeza de que hoje as pequenas e médias empresas estão prontas para usufruir do meio digital”, afirma.
A empresa que não utiliza a internet como estratégia está perdendo dinheiro. As pessoas estão conectadas. É o momento certo para usar o meio online para fazer negócios. Se você tem receio, comece devagar, faça um teste, peça referência de fornecedores. Assim você diminui o risco de tomar uma decisão errada”, aconselha Luis Felipe Cota.



ENTREVISTA

Mercado em Foco: Todo mundo conhece o Tas da TV e o das redes sociais. Mas quem é o Tas empreendedor?

Marcelo Tas: Eu sou um empreendedor aprendiz. Eu sempre fui empreendedor desde o início da minha carreira profissional, mas nos últimos cinco anos é que eu comecei realmente a me dedicar e ampliar o alcance desse meu empreendedorismo. Eu gosto de olhar como se eu tivesse uma chance extra nesse momento que nós vivemos porque todos os negócios estão em profunda transformação. E eu estou aprendendo junto com esta transformação.


Mercado em Foco: Inovar é um diferencial ou uma necessidade diante da poderosa rede de informações a qual hoje estamos conectados?

Marcelo Tas: A inovação sempre foi um imperativo nas empresas. Só que agora eu diria que ela deve ser o centro da empresa, mesmo que não seja relacionada a tecnologia. Quem está sofrendo a grande transformação é o cliente, o consumidor, o cidadão. Nós já tivemos várias mudanças ao longo do século onde uma pequena parcela da sociedade é que desfrutava e era atingida pela mudança. Agora não. Agora é uma mudança que pega todo mundo. É uma mudança da maneira como a gente se relaciona, se comunica e consume.


Mercado em Foco: Como o empresário pode lidar com esse novo jeito de se comunicar e o excesso de possibilidades que a internet proporciona?

Marcelo Tas: A primeira coisa que eu gosto de reforçar é a importância de se ouvir, de conjugar o verbo ouvir. E há várias formas de fazer isso. Se fala muito disso, mas se fala pouco de como conseguimos ouvir a pessoa que está servindo o nosso cliente diante dessa avalanche de possibilidades que você falou. Eu creio que nunca foi tão possível a gente se aproximar da pessoa a quem a gente serve, no meu caso o telespectador, as crianças, os internautas. Essa é uma tarefa de todo empresário.


Mercado em Foco: O humor ajuda na eficiência da comunicação com as empresas?

Marcelo Tas: O humor é um excelente lubrificante da comunicação. Ele coloca a pessoa do outro lado num estado relaxado, aberto a receber os conteúdos. E eu creio que o grande segredo é a dosagem do humor em cada caso. Cada empresa deve procurar entender qual é o seu tipo de humor. Mesmo as mais carrancudas vão ter um tipo de humor. E não adianta você tentar fazer de uma forma que não tem a ver com a sua natureza. Não adianta forçar a barra para ser engraçadinho e nem humorado se aquilo não faz parte do seu real desejo, do seu DNA.


Mercado em Foco: As empresas precisam ouvir mais o consumidor?

Marcelo Tas: Eu não tenho duvida. As empresas passaram muitos anos, décadas e talvez séculos sem ouvir nada. Eu creio que isso você percebe em vários setores da sociedade. Um exemplo claro é a política. Para mim a grande crise que a política vive hoje é por ela ter passado a sua história, a sua formação toda e traz na sua natureza o não ouvir. O meio de comunicação do político é o discurso, o palanque, o horário eleitoral onde ele fala para uma câmera e não ouve o outro lado. E agora a sociedade e a história estão começando a cobrar isso. Cobrar uma outra postura de líderes que passaram a vida sem ouvir, passaram a vida surdos. A mesma coisa em vários níveis acontece com os empreendedores. Pela própria natureza da nossa comunicação pré digital a gente nunca ouviu muito o nosso cliente. Eu estou falando de mim também. Eu faço televisão e nunca ouvia o que o cara de casa estava falando, até por que não tinha como. Mas tive a felicidade de perceber isso muito cedo. Na TV Cultura de São Paulo, em 1998, eu comecei um programa chamado Vitrine onde falávamos justamente da revolução digital. E eu já interagia com os telespectadores. E de lá para cá eu comecei a guardar exemplos dessa mudança. Comecei a fazer palestras que viraram o centro da minha vida. Comecei a falar com muitas corporações e instituições. Mas antes eu também era um surdo.


Mercado em Foco: Como a empresa pode se adequar para diferentes públicos?

Marcelo Tas: Hoje isso é bastante possível porque existem ferramentas muito precisas de ouvir. Existem várias maneiras de a gente filtrar e monitorar o que acontece nas nossas redes e tem muita gente fazendo isso. Onde eu acho que a gente continua falhando é no que fazer com isso que você está radiografando. Eu percebo que para a maioria das empresas, o primeiro impulso é fiscalizar e fugir da crítica. É evitar ser criticado, apagar incêndios, pensar em como não deixar a imagem ser arranhada. Tudo bem, isso é uma tarefa, mas para mim é uma tarefa que está longe de ser a principal. E aí eu creio que cada um de nós que empreende, que tem objetivos, temos que descobrir a intenção que temos em relação ao nosso consumidor e iniciar um diálogo. Quando se fala em ouvir é apenas uma primeira etapa do diálogo. É preciso estabelecer um diálogo com a rede. Hoje eu tenho cerca de 10 milhões de seguidores nas redes. Com esse pessoal eu estou sempre dialogando, estou ouvindo o que eles estão falando, estou respondendo, estou sendo corrigido, estou agradecendo quando me corrigem corretamente, estou criticando quando eu acho que a crítica não foi adequada. Eu estou aprendendo com a minha rede e esse é um trabalho permanente.


Mercado em Foco: De empresas pequenas até as multinacionais. Existe mercado para todas no ambiente online?

Marcelo Tas: Mais do que nunca. O ambiente online é um ambiente onde cabem todos os tamanhos, todas as ideias, é um lugar onde a competição se dá muito mais pela criatividade do que pelo poder de fogo. É interessante a gente entender isso. O mundo online é daqueles onde surgem empresas que, com boas ideias, crescem muito rapidamente. Ao mesmo tempo muitas empresas que não se renovam perdem a relevância muito rápido. É fácil olhar por aí e entender a mudança na comunicação. Então é isso que me entusiasma muito. Se fala muito do que acontece de errado no ambiente online, como fraudes e golpes, e se fala pouco do lado extremamente positivo, desafiador, criativo, abundante de oportunidades para gente fazer negócios, melhorar a nossa empresa e a nossa relação com o cliente.


Mercado em Foco: Qual o recado você daria para as empresas que ainda resistem às estratégias digitais?

Marcelo Tas: Eu diria o seguinte: o mergulho na nova era digital não é opcional. Nós já estamos nela. E eu sugiro que cada um mergulhe, entre nela, na velocidade que for possível, mas não deixe de iniciar esse movimento. Mesmo que você comece com um movimento tímido, é preciso começar porque você vai sentir na hora o resultado positivo dessa era digital. Comece pequeno, mas comece. E aí sim será possível decidir como continuar. O que não vale é ficar parado.


Veja outras atrações da 
Semana do Empreendedor Digital

Bruno Scartozzoni, profissional multi-disciplinar de planejamento e estratégia de comunicação

Paulo Schiavon, diretor de publicidade e negócios digitais da Folha de São Paulo e professor de Marketing Digital


Cidade na Vitrine

- Uma vitrine para o empresário e para o consumidor
- Disponível como Portal na web e aplicativo para celular smartphone e tablet
- Mais de 10 mil produtos já disponíveis
- O
ficinas gratuitas sobre gestão da loja virtual

Mais informações (43) 3374-3003
www.cidadenavitrine.com.br


- Serviço:

Semana do Empreendedor Digital
Data: 20 a 22 de outubro
Local: ACIL – Rua Minas Gerais, 297, 1º andar
Inscrições: A partir de setembro pelo site
www.acil.com.br/sed
Informações: (43) 3374-3082