28/07/2014 00:00:00 Sercomtel Iluminação vira atrativo para japoneses

Fonte: Jornal de Londrina

O fato de a Sercomtel assumir a iluminação pública de Londrina a partir de 2015 está atraindo diversas empresas de tecnologia para a cidade. Sexta-feira foi a vez de uma missão de empresários japoneses fazer o primeiro contato com a empresa de telefonia. A missão, organizada pela Câmara de Comércio Brasil-Japão do Paraná, é resultado da visita de empresários londrinenses e do vice-prefeito de Londrina, Guto Bellusci, aquele país, em abril. Além da Sercomtel, os japoneses também conversaram com o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, e empresários locais sobre outras oportunidades de negócios, inclusive sobre o programa Lixo Zero e o sistema de ônibus em canaletas - o chamado BRT (Bus Rapid Transit).

De acordo com o presidente da Câmara de Comércio Brasil-Japão, Yoshiaki Oshiro, após a visita dos empresários, o grupo conhecido como Jase – uma aliança de 65 empresas japonesas – contatou a consultoria Ernst & Young ShinNihon para que fizesse um levantamento dos segmentos que poderiam receber investimentos em Londrina. “Há 20 dias, um grupo avançado veio à cidade para isso e descobriu-se que Londrina precisa de muitas coisas, mas principalmente na área de tecnologia para energia, lixo e transporte”, disse Oshiro.

Segundo Bellusci, entre os integrantes da missão estavam também representantes de empresas já com sede no Brasil, que vieram conhecer a cidade e “sentir o ambiente”. “O Norte do Paraná nunca foi visto como uma localidade potencial para instalação de empresas. Mas isso está mudando.”

O presidente da Sercomtel, Christian Schneider, diz que a empresa começa a ouvir propostas e a conhecer tecnologias para promover a integração telefonia-iluminação e que os japoneses não foram os primeiros a procurar a empresa. “Como vamos investir em melhorias do sistema de iluminação pública em uma nova convergência de tecnologias, a Sercomtel é, hoje, muito atrativa para essas empresas. Mas buscamos não só empresas que nos vendam tecnologia, mas que estejam dispostas as serem parceiras em projetos.”