15/06/2016 00:00:00 Shoppings se firmam como centros de passeio e lazer

Fonte: Folha de Londrina


Os shoppings centers firmam-se como local de lazer e diversão que atraem cada vez mais os jovens e grupos de amigos e famílias. É o que aponta nova edição do levantamento bianual sobre o perfil do frequentador dos centros de compras, feito pela Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) em parceria com a empresa de pesquisas Gfk.   


O estudo tem o objetivo de traçar os costumes e hábitos dos frequentadores dos shoppings e foi realizado em sete capitais brasileiras e Ribeirão Preto. Londrina, que conta hoje com cinco centros de compras – o último, inaugurado no fim de abril -, ficou fora do estudo. 

De acordo com o levantamento, a presença de jovens até 19 anos quase dobrou em quatro anos: cresceu de 10% dos frequentadores em 2012 para 18% em 2016. A pesquisa também aponta que este público costuma ir acompanhado (76%) e permanece mais tempo que as outras faixas etárias – em média, 81 minutos. 

O período abordado corresponde à proliferação dos chamados "rolezinhos", em que grupos de adolescentes marcavam encontros em centros de compras e acabavam gerando algazarra. A concentração de jovens provocava polêmica entre outros frequentadores e ganhou repercussão mais forte na mídia entre 2013 e 2014. 

No total, 60% dos visitantes dos shoppings vão aos centros de compras acompanhados, o que reforça a visão destes locais como pontos de lazer e diversão. "Tal comportamento está alinhado à tendência dos malls serem vistos, cada vez mais, como espaços de lazer, núcleos de convivência aonde as pessoas vão para passear e se divertir, não só para fazer compras", explica a superintendente da Abrasce, Adriana Colloca. 

Entretenimento

A colocação é corroborada pelo destaque crescente dos cinemas no setor. Se, em 2012, 79% dos visitantes planejavam ver filmes, chega a 88% este ano. Atualmente, 7% dos frequentadores buscam especificamente as salas de projeções, contra 4% do universo pesquisado há quatro anos. Por outro lado, 86% dos que visitam shoppings para ver filmes acabam consumindo na praça de alimentação. 

De acordo com o levantamento, 45% dos visitantes têm como objetivo fazer compras; 72% têm sempre uma loja específica em mente e mais da metade (59%) acaba realizando uma compra. A procura por lanchonetes, restaurantes e cafés é o objetivo de 19% dos entrevistados; 18% admitem que apenas olham vitrines ou passeiam; e 15% buscam serviços, principalmente bancários. Comparado com 2012, o ticket médio (valor dos gastos por pessoa) subiu 24% e chega a R$ 243,82. "Dados como esse atestam a força dos centros de compras, mesmo em momentos desafiadores", diz Adriana. 

Centro de diversão

O superintendente do Boulevard Londrina Shopping, Fabio Segura, afirma que, com o passar dos anos, esses empreendimentos passaram de centros de compras para para locais de convivência, o que inclui o entretenimento. "O Boulevard foi concebido pensando nesta nova tendência. Por isso desenvolvemos projetos como o Boulevard Music Festival (shows gratuitos na praça de alimentação) e o Cine Drive in (inovação para a semana do Dia dos Namorados), além de manter um Centro Cultural para fomentar a disseminação da cultura local e regional", lista. 

Ainda de acordo com ele, as pesquisas internas dividem os frequentadores em quatro faixas etárias (17 a 24 anos, 25 a 34, 35 a 44 e 45 ou mais) e existe equilíbrio em todas elas. Ele argumenta que o ambiente seguro deixa os pais tranquilos quando seus filhos passeiam no shopping, o que explica a presença maciça de adolescentes. "É um público que consome bastante também, principalmente em lazer e alimentação, mas temos lojas que oferecem produtos direcionados para eles", diz. 

Os diretores do Catuaí e do Norte Shopping foram procurados, mas não puderam responder às solicitações de entrevista a tempo. A direção do Aurora Shopping considerou o tempo de funcionamento curto para avaliar o desempenho e não quis comentar a pesquisa da Abrasce. A FOLHA não conseguiu contato com o Royal Plaza Shopping.