12/01/2015 00:00:00 SPC ACIL - Serviços em constante aperfeiçoamento vão além da consulta de crédito

Por Gisele Rech

O índice de inadimplência registrado no mês de outubro apresentou uma alta de 3,95% em relação ao mesmo período do ano passado. O dado fornecido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) reforça a preocupação dos empresários com os chamados maus pagadores, que podem causar muito prejuízo na hora do fechamento de caixa.

Para o diretor da empresa Léo Madeiras, Adenilson Rotter, antes de fechar uma compra hoje, mais do que nunca, é necessário fazer uma acurada pesquisa de crédito. “É fundamental saber o quão firmes são os compradores. Afinal, não adianta fazer a venda e não receber. Com o aumento da inadimplência, os riscos aumentam”, diz. Para evitar prejuízos, o empresário aderiu ao serviço do SPC ACIL, convênio da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL) com o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito Brasil). “Vale pelo custo-benefício, já que antes de fechar negócio temos mais garantias”.

No entanto, engana-se quem pensa que o serviço envolve apenas consulta para saber se o cliente em potencial – físico ou jurídico – consta ou não na lista de inadimplência. A gerente comercial da ACIL, Claudia Pechin, explica que o sistema foi mudando ao longo dos anos, especialmente com a acessibilidade proporcionada pelas plataformas digitais. “Antigamente as consultas eram feitas por telefone e buscavam essencialmente dados de inadimplência. Hoje é muito pouco ter só isso. As consultas estão se profissionalizando e é possível ir além, se informando de como vender, a quem vender etc. A consulta tornou-se comportamental”. Vale lembrar que a determinação dos serviços do pacote da SPC ACIL depende da análise do perfil de cada empresa, feita por uma equipe de consultores da associação. Os pacotes de consulta podem variar de R$ 49,00 a R$999,00.

O aumento na gama de serviços ofertados aos associados é reflexo direto da ação de dois grupos de trabalho da SPC Brasil, que costumam se reunir a cada três meses em São Paulo para avaliar os produtos de bureau de crédito oferecidos e pensar em novas estratégias que tragam benefícios aos empresários.

A coordenadora do Grupo de Melhoria de Produtos (GMP) do SPC Brasil, Sílvia Cravo, diz que o objetivo é discutir melhorias para os associados mediante o contato mais aproximado com as entidades participantes da equipe. “Podemos considerar as associações comerciais como “ouvidos do mercado”, já que são elas que estão em contato direto com os comerciantes”, diz. Um dos produtos criados pelo grupo, por exemplo, veio justamente desta escuta de mercado. O SPC Monitora oferece monitoramento contínuo de informações cadastrais que analisa o comportamento de clientes 24 horas por dia, com alertas diários sobre qualquer alteração nos documentos monitorados. “O monitoramento da carteira de clientes é importante para prevenir fraudes e gerar negócios. É fundamental que a empresa conheça e observe o comportamento de seus clientes para estabelecer ações de vendas e estratégias”.

Além do ouvido do mercado, Sílvia destaca a importância da aproximação com o outro grupo de trabalho do SPC Brasil: o Grupo de Desenvolvimento de Negócios (GDN). O coordenador do GDN, Ronaldo Guimarães, chama a própria equipe de “tropa de elite”, já que reúne os líderes das maiores associações comerciais e câmaras de lojistas do país. “Trabalhamos com foco numa plataforma de soluções com base no conceito de ciclo de negócios, que envolve os quatro macroprocessos operacionais: prospecção e identificação de clientes, análise e fornecimento de crédito, gestão de carteira e na cobrança e estratégias de recuperação”, explica. Em cada uma dessas etapas, busca-se o aperfeiçoamento constante para otimização das atividades comerciais. “Hoje é possível, por exemplo, detectar clientes em potencial por faixa etária, sexo e renda, facilitando o trabalho de planejamento de estratégias”.

De acordo com Guimarães, ao passo que facilita o trabalho dos empresários no que diz respeito à concessão de crédito, os serviços do SPC acabam refletindo diretamente na economia. “Se o empresário dá crédito de forma correta, não tem prejuízo e pode investir mais. Para o consumidor, o SPC acaba contribuindo como regulador”, diz.

Para 2015, projetado como um ano de baixo crescimento, Guimarães reforça. “Vai ser um ano no qual as empresas terão de ser ainda mais criteriosas”.


Serviço

Mais informações sobre o serviço SPC ACIL você encontra na página www.acil.com.br/spc ou ainda pelo telefone (43) 3374-3000.


A união faz a força

Há quase três anos, a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap) criou a Base Centralizadora Faciap de Proteção ao Crédito (BCF), que tem o envolvimento de 250 entidades ligadas à atividade comercial de 248 cidades paranaenses, entre associações comerciais e câmaras de dirigentes lojistas. O sistema é conveniado ao SPC e a Serasa Experian e disponibiliza toda a sorte de produtos e serviços de bureau de crédito.

De acordo com o coordenador da BCF, Edson José de Araújo Filho, o objetivo da base é manter uma rede nacional de informações comerciais à disposição da seção Paraná, facilitando a consulta de crédito e avaliação de risco e a utilização de recursos indispensáveis à atividade comercial. Na gestão da BCF, há dois grupos de atuação, dos quais a ACIL faz parte. O conselho gestor é formado por 20 presidentes de entidades associadas. “Este grupo é responsável pelas estratégias da base, geralmente trabalhando com planejamento a longo prazo”, explica Araújo Filho. A equipe se reúne a cada três meses.

O outro grupo é a câmara técnica, a chamada CTB, cujas reuniões ocorrem bimestralmente. “Os 20 técnicos e executivos são responsáveis pela discussão de melhorias, como a constante discussão de campanhas de regularização de crédito ou ainda a melhoria no desempenho comercial dos associados vinculados ao sistema”.

A cada reunião, os representantes de cada região do Paraná levam demandas e dão o retorno do que vem sendo trabalhado pelas duas equipes. “Há uma grande troca de informações e com a alta representatividade das associações e câmaras, trocamos experiências para ofertarmos uma base de dados cada vez mais completa”, finaliza Araújo Filho.