07/04/2015 00:00:00 Tarifa de ônibus deve subir para R$ 3,25 em Londrina

Fonte: Fabio Calsavara/Jornal de Londrina

Após derrota na Justiça, em ação movida pelas empresas de transporte coletivo, a Prefeitura de Londrina será obrigada a reajustar o valor da tarifa do ônibus pela segunda vez em quatro meses. A tarifa, que passou para R$ 2,95 em dezembro de 2014, vai subir para no máximo R$ 3,25 até sexta-feira (10), segundo o prefeito Alexandre Kireeff (PSD). O motivo: o lucro das empresas, previsto em contrato desde 2004 e fora da planilha desde 2008, terá que ser ser levado em conta nos cálculos do preço da passagem.

Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (7), o prefeito informou que, para obedecer a ordem judicial, foi necessário recalcular toda a planilha novamente. Com isso, o Município chegou ao valor de R$ 3,32. Mas com o subsídio, a tarifa cai para R$ 3,23 para o usuário. A Prefeitura pretende "arredondar" o valor para R$ 3,20. No entanto, a Justiça quer que o valor seja arredondado para cima, o que pode fazer com que a tarifa passe a custar R$ 3,25 até sexta, um aumento de 10%.

A comunicação oficial da decisão da Justiça à Prefeitura chegou na última quinta-feira (2). O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, Marcos José Vieira, determinou que a cláusula de lucratividade de 7,5% fosse incluída nas contas da tarifa. O prazo era curto: 10 dias para que o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) definisse um novo valor. Caso contrário, a Prefeitura estaria sujeita a uma multa diária de R$ 30 mil.

Com esse reajuste, a tarifa do transporte coletivo de Londrina ficará entre as mais caras do país. Um levantamento feito há dois meses pela Gazeta do Povo mostrou que as tarifas mais caras entre as capitais brasileiras são as cobradas em São Paulo (R$3,50), no Rio de Janeiro (R$3,40) e Curitiba (R$3,15).

A sentença trata ainda de um montante retroativo de lucratividade de cerca de R$ 30 milhões, que, corrigido, pode chegar a R$ 70 milhões, de acordo com Kireeff. A Procuradoria-Geral do Município prepara um recurso para reverter a decisão judicial, mas por causa do prazo curto, a nova tarifa deve ser implantada, ainda que temporariamente.